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Dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19) mensal, iniciada em maio pelo IBGE; população desocupada cresceu de 13,7 milhões em outubro para mais de 14 milhões em novembro

A população desocupada cresceu de 13,7 milhões em outubro para mais de 14 milhões em novembro – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A taxa de desemprego aumentou de 14,1% em outubro para 14,2% em novembro, maior resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19) mensal, iniciada em maio pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em novembro, a população ocupada totalizou 84,661 milhões, um aumento de 0,6% em relação aos 84,134 milhões de pessoas registrados em outubro, 527 mil vagas a mais. O total de ocupados superou o patamar de maio, quando somava 84,404 milhões de pessoas.

Já a população desocupada cresceu de 13,763 milhões em outubro para 14,038 milhões em novembro, um aumento de 2,0%, 275 mil pessoas a mais. Em relação a maio, quando teve início a pesquisa, a população desempregada saltou 38,6%, o que representou 3,909 milhões de pessoas a mais nessa condição.

O contingente de inativos diminuiu de 72,704 milhões em outubro para 72,042 milhões em novembro, uma redução de 0,9%. Entre os inativos, 24,1 milhões gostariam de trabalhar, mas não buscaram trabalho, sendo que 13,7 milhões deles argumentaram que não procuraram uma vaga devido à pandemia ou à falta de trabalho na localidade.

O nível de ocupação subiu de 49,3% em outubro para 49,6% em novembro.

Auxílio emergencial 

O pagamento do auxílio emergencial alcançou menos domicílios em novembro. O auxílio emergencial chegou a 28,1 milhões de domicílios em novembro, ante 29,0 milhões em outubro. Segundo a pesquisa, a proporção de domicílios que recebeu algum auxílio relacionado à pandemia diminuiu de 42,2% em outubro para 41,0% em novembro.

O valor médio do benefício recebido foi de R$ 558 por domicílio em novembro, ante R$ 694 em outubro.

O auxílio pago pelo governo desceu de R$ 600 em agosto para R$ 300 em setembro. Na pesquisa, os auxílios pesquisados incluem não apenas o auxílio emergencial, mas também a complementação do governo pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, o que ajudava a explicar a incidência de recebimento de benefício entre domicílios com renda mais elevada.

Na Região Norte, 57,0% dos domicílios recebiam algum tipo de auxílio, enquanto essa fatia era de 55,3% no Nordeste.

7,3 milhões em home office

No mês de novembro, 7,3 milhões de pessoas trabalhavam em home office, ante 7,6 milhões de pessoas em outubro, segundo os dados da Pnad Covid-19. Em apenas um mês, cerca de 300 mil pessoas deixaram de trabalhar remotamente. A região Norte tinha o menor porcentual de pessoas ocupadas trabalhando remotamente (3,9%) e o Sudeste, o maior (11,8%).

O porcentual de mulheres que em trabalho remoto foi de 12,9%, contra uma fatia de 6,5% entre os homens. Entre as pessoas que não tinham completado o ensino fundamental, apenas 0,3% trabalhavam remotamente, enquanto que essa fatia entre os trabalhadores com nível superior completo ou pós-graduação era de 28,7%.

Entenda por que os números do Caged e do IBGE apontam em direções contrárias

Apesar de o mercado de trabalho formal registrar o quarto mês seguido de mais contratações que demissões, o índice de desemprego no País não para de subir

Nos últimos meses, a cada divulgação de dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que consolida os números  do mercado de trabalho formal, têm-se a impressão de que tudo está melhorando. Já são cinco meses seguidos de saldo positivo – ou seja, mais contratações do que demissões. Mas aí vem o IBGE e divulga seus dados do mercado de trabalho, a Pnad Contínua, e o que vemos é um balde de água fria. O desemprego não para de subir. Por que essa discrepância vem ocorrendo?

A principal causa disso é que são pesquisas bastante diferentes, com metodologias distintas, apesar de ambas trazerem um retrato do mercado de trabalho. No caso do Caged, o número se refere apenas às admissões e demissões feitas pelas empresas formalizadas. São os registros nas carteiras de trabalho dos empregados, dados que as próprias empresas enviam ao Ministério da Economia.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

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