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Mês Carlos Gomes: programação movimenta a cidade até outubro

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A vida e obra do compositor e maestro campineiro Carlos Gomes (1836-1896) serão revisitadas em um conjunto de mais de 30 atividades ao longo de setembro e parte de outubro. O Mês Carlos Gomes, realizado pela Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria de Cultura, em parceria com a Secretaria de Educação e entidades, inclui palestras, performances, lançamento de livros, artes visuais, filmes, concursos e muita música. Os eventos têm entrada gratuita.

O anúncio da programação, feito na manhã desta quinta, 29 de agosto, no Conservatório Carlos Gomes, reuniu o diretor de Cultura da Secretaria de Cultura de Campinas, Alexandre Randi, e integrantes da comissão organizadora do evento. Na abertura da cerimônia, o público pôde apreciar trechos líricos com os músicos Taís Costa Longa (soprano) e Leandro Gouveia (piano).

Para o diretor Alexandre Randi, o Mês Carlos Gomes, além de destacar a tradição, propõe um olhar contemporâneo sobre a obra do compositor, com a intervenção de outras expressões, como a cultura Hip Hop, presente na programação. “Estamos comemorando a tradição, mas com renovação, para manter a obra viva”, frisou.

“Carlos Gomes é responsável pelo importante papel que a música representa na nossa cidade e no País, pela sua genialidade e visão. Ele teve a coragem de se lançar à carreira ‘espinhosa’ de compositor de ópera”, destacou Alcides Acosta, presidente do CCLA e integrante da comissão.

Atividades

As atividades têm início na próxima segunda-feira, dia 2 de setembro, às 19h30, na Academia Campinense de Letras, com palestra do historiador Jorge Alves de Lima sobre “Carlos Gomes – O Ser Humano”, seguida de atração musical com as cantoras Thais Costalonga e Andressa Paz, acompanhadas ao piano por Leandro Gouveia.

Na quinta, dia 5, às 19h30, no palco do Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA), haverá o recital de árias e canções, com participações dos cantores Kohdo Tanaka, João Gabriel Bertolini, Vicente Montero, Alcides Acosta, José Luiz Águedo-Silva e José Francisco da Costa, ao piano.

No domingo, dia 8, às 17h, o maestro Douglas Wagner Vieira regerá concerto com a Orquestra Patrulheiros de Campinas, no Teatro Castro Mendes.

A programação prossegue com a cultura Hip Hop no universo de Carlos Gomes. A Cia. Eclipse apresenta, no Teatro Castro Mendes, na terça, 10 de setembro, às 19h, o espetáculo com trechos das principais óperas do maestro campineiro. O diretor artístico da Eclipse, Ricardo Cardoso, o Kico Brown, explica que o espetáculo foi concebido a partir de pesquisas sobre as obras do compositor.

Destaques

Um dos destaques será o concerto da Sinfônica de Campinas com os vencedores do XII Concurso Estímulo para Cantores Líricos, no sábado, dia 14, às 18h, na Concha Acústica do Taquaral.

Ponto alto da programação será a série de palestras musicadas “Carlos Gomes da Escola”, realizada em conjunto pela Secretaria Municipal de Cultura, Academia Campinense de Letras e Rotary Clube Carlos Gomes, destinada aos alunos da 5ª série, de 44 escolas da rede municipal. Com informações sobre a vida e obra do compositor, os alunos poderão escrever seus textos para o concurso literário. As rodas de conversa terão a participação de dois conhecidos intérpretes líricos da cidade, Vicente Montero e Vera Pessagno Bréscia.

A obra de Carlos Gomes também poderá ser conferida nos programas das Rádios Educativa e Brasil Campinas, ambas da cidade; na Rádio Cultura, de Amparo e no Canal 8, em diversos horários.

Sobre Carlos Gomes

Antonio Carlos Gomes nasceu em Campinas, em 1836, e morreu em Belém, em 1896. Foi compositor de óperas e dedicou a maior parte de sua produção musical a este gênero. Começou a estudar música com o pai e continuou os estudos no Conservatório do Rio de Janeiro. Ganhou uma bolsa de estudos e foi para a Europa, em Milão, na Itália, onde diplomou-se.

Em março de 1870, a sua ópera mais famosa, O Guarani, estreou no Teatro Scala de Milão e, da Itália, a obra ganhou fama por toda a Europa e consagrou Carlos Gomes como o maior gênio musical das Américas. Doente e com dificuldades financeiras, ele teve que voltar ao Brasil em 1892. Foi para Belém para ocupar o cargo de diretor do Conservatório de Música na capital do Pará, onde morou até morrer, no dia 16 de setembro de 1896.

 

Clique aqui e confira a programação completa.

 

 

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