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O edifício da estação, marco arquitetônico inaugurado em 1884, ganha assim mais condições de continuar preservado

A medida permite à administração municipal revitalizar o espaço usado atualmente para atividades culturais – Foto: Renato César Pereira

A prefeitura de Campinas obteve a cessão provisória de um dos mais importantes patrimônios ferroviários do País. O documento que transfere para o município o prédio que sedia a Estação Cultura foi assinado nesta semana pela Superintendência do Patrimônio da União (SPU) e a prefeitura. O edifício da estação, marco arquitetônico inaugurado em 1884, ganha assim mais condições de continuar preservado.

A medida permite à administração municipal revitalizar o espaço usado atualmente para atividades culturais. “Temos um dos complexos ferroviários mais preservados do mundo em sua integralidade”, disse o secretário da Cultura, Ney Carrasco, lembrando que a estação é tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico de Turístico (Condephaat) do Estado de São Paulo.

O prédio recebeu reparos nos últimos anos, mas já precisa de uma restauração mais completa. A cessão provisória, segundo o secretário, é mais um passo no processo para a transferência definitiva do patrimônio ao município. Também possibilita a celebração de convênios visando à obtenção de recursos para o restauro.

“O plano é ter ali, no futuro, um parque cultural ferroviário, onde as pessoas possam caminhar e ter ações no espaço inteiro, com a recuperação dos galpões”, disse. Está em estudo um acordo de cooperação com o Instituto Pedra, especializado na recuperação de imóveis tombados, para o restauro da estação.

História

A Estação Ferroviária, hoje denominada Estação Cultura Prefeito Antonio da Costa Santos, foi inaugurada pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro no dia 11 de agosto de 1872. O primeiro prédio sobreviveu até meados de 1882, quando foi demolido. Uma nova estação foi inaugurada em 1884 e ganhou anexos entre os anos de 1910 e 1950, adquirindo a forma atual. No período, a estação passou a ser usada como baldeação para as estradas de ferro Sorocabana e Mogiana e foi base de operações das tropas paulistas durante a Revolução de 32.

A partir de 1971, passou a fazer parte da Fepasa (Ferrovia Paulista S.A.). O prédio foi tombado em 1982 pelo patrimônio estadual. Em 1998, a Fepasa foi incorporada pela Rede Ferroviária Federal S.A. e concedida à iniciativa privada, que deu ênfase ao transporte de cargas. No dia 15 de março de 2001, o último trem de passageiros partiu da estação com destino a Araraquara.

Nesse mesmo ano, o então prefeito Antonio da Costa Santos (PT) declarou o complexo ferroviário público como de utilidade pública de Campinas. A Estação Cultura foi inaugurada em 11 de agosto de 2002. O prédio abriga auditório, salas multiuso, galerias e patrimônios abertos à visitação, além de sediar a Orquestra Sinfônica de Campinas.

 

Com informações do Jornal O Estado de SP

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