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Sinfônica de Campinas toca no fim de semana com convidados especiais

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Orquestra Sinfônica de Campinas: regência será de Evandro Matté – Foto: Arquivo/OSMC
A Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas se apresenta neste final de semana, dias 29 e 30 de setembro – sábado, às 20h, e domingo, às 11h -, no Teatro Castro Mendes. Sob regência do maestro convidado Evandro Matté, a Sinfônica terá a pianista, também convidada, Laura Umbelino. No programa, duas obras do compositor brasileiro Ronaldo Miranda, “O Universo da Orquestra” e “Concerto para Piano”, e uma  do austro-húngaro Antonín  Dvořák, a “Sinfonia do Novo Mundo”.
O regente-convidado Evandro Matté é diretor artístico e maestro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa), da Orquestra Unisinos Anchieta e da Orquestra de Câmara Theatro São Pedro. Também é  diretor artístico do Festival Internacional Sesc de Música, em Pelotas (RS). Realizou sua formação musical na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na University of Georgia (EUA) e no Conservatoire de Bordeaux (França). Trompetista da Ospa desde 1990, é também coordenador cultural da Unisinos e pós-graduado em Gestão Empresarial. Esteve à frente de orquestras do Uruguai, Argentina, China, República Checa, Croácia, Alemanha, Itália e EUA. É coordenador do projeto social Vida com Arte, que atende 120 crianças, proporcionando inclusão social através da música. Desde 2011 é diretor artístico do Festival Internacional Sesc de Música, um dos maiores festivais de música de concerto da América Latina. 
Pianista e professora, Laura Umbelino é doutoranda em Práticas Interpretativas pela Unicamp. É bacharel em piano e mestre em Música pela Universidade Federal de Goiás. Iniciou seus estudos aos 6 anos de idade. Obteve 13 premiações em concursos de piano e participou de master-classes com professores renomados. Em 2016, foi uma dos dez pianistas bolsistas selecionadas para participar da “Academia de Piano com Ricardo Castro”, realizado pelo projeto Neojibá em Salvador. Lecionou em Goiânia no Estúdio Ericka Vilela entre os anos de 2010 e 2015, preparando crianças e adolescentes detentores de prêmios no Concurso Nacional Souza Lima em 2013 e 2014. Também atuou na preparação desses jovens alunos para performances no exterior. Realizou várias turnês internacionais: Áustria, Itália, Tunísia, Espanha e Nova York. Em setembro de 2017, realizou a estreia do Concerto Brasileiro em fá menor para piano e orquestra do matemático e compositor Rubens Lintz frente à Orquestra Sinfônica da Unicamp sob a regência do maestro Tiago Roscani. Em abril de 2018, fez o revival do Concerto para piano e Orquestra de Ronaldo Miranda frente à Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás sob a regência do maestro Thiago Santos.
Sobre “O Universo da Orquestra”
No ano de 2001, o compositor Ronaldo Miranda recebeu o convite da Sinfônica Cultura para a criação de uma obra sinfônica. O projeto foi comissionado pela Fundação Padre Anchieta (Rádio e TV Cultura de São Paulo). Como resultado, Miranda compôs “O Universo da Orquestra”. O compositor buscou, com a obra, fazer um passeio pelos instrumentos constituintes de uma orquestra e enfatizar as famílias: madeiras, metais, percussão e cordas. 
Sobre “Concerto para Piano “
Também de autoria de Ronaldo Miranda, nesta obra, o compositor carioca tem o piano como seu principal instrumento. Aliás, o compositor dentre as oito obras concertantes escritas até o momento, ainda na década de 80, Miranda dedicou duas para piano solista: Concerto para Piano e Orquestra (1983) e Concertino para Piano e Orquestra de Cordas (1986).
O Concerto para Piano e Orquestra, escrito no período de livre atonalidade, é organizado em 3 movimentos (Tenso, Grave e Lúdico) com uso de estruturas formais tradicionais que coexistem com a linguagem contemporânea, sem pretensões ao vanguardismo. Miranda inaugura, neste concerto, uma linguagem sinfônica mais abrangente e completa, graças à projeção de uma orquestração mais densa, por meio de diálogos constantes entre o piano e a orquestra completa.
O interesse de Miranda vai ao encontro da música de seu século, no qual a criação de um novo repertório tímbrico, associado à instrumentação, exige um pianista de feição mais camerística, embora não perca a essência do solista característico do estilo romântico.
Sobre Antonín Dvořák (1841-1904)
“Sinfonia n.º 9, Op.95, B.178 em mi menor”
Compositor austro-húngaro, Dvořák foi um dos músicos do período romântico que procurou empregar melodias folclóricas e de caráter de seu país em suas composições. Essa preocupação é recorrente em outras artes e também em outros países. Observa-se no movimento do período uma preocupação que marca a individualidade e ao mesmo tempo procura unificar uma Europa dividida. Essa é uma marca que também contribui ao caráter do compositor de afinidade com o povo, diferente do foco aristocrático da música clássica.
A saudade que tinha de sua cultura reflete-se nessa grandiosa sinfonia, chamada “Sinfonia do Novo Mundo” – uma referência aos Estados Unidos e utilizava canções da cultura do mesmo dialogando com canções eslavas. Chegou na América como diretor do Conservatório de Nova York em setembro de 1892. Naquele período, o conservatório estipulou uma política afirmativa para negros, na qual não era necessário o pagamento de taxas para estudarem na instituição. O contato com a cultura musical negra americana e nativa do país intensificou-se e serviu como material composicional.
Serviço
Orquestra Sinfônica de Campinas
Horário: 29/9, sábado, às 20h; 30/9, domingo, às 11h.
Local: Teatro Castro Mendes (Praça Corrêa de Lemos,s/nº, Vila Industrial. Campinas). Telefone (19) 3272-9359.
Ingressos: sábado – R$ 30,00 (inteira), R$ 15,00 (estudantes, aposentados), R$ 10,00 (professores das escolas públicas e privadas de Campinas e das cidades da Região Metropolitana, pessoas com mobilidade reduzida e portadores de deficiências), R$ 5,00 (estudantes das redes municipal e estadual). 
Valor promocional aos domingos: R$ 6,00 (inteira), R$ 3,00 (meia entrada); R$ 2,00 (professores das escolas públicas e privadas de Campinas e das cidades da Região Metropolitana, pessoas com mobilidade reduzida e portadores de deficiências); R$ 1,00 (estudantes das redes municipal e estadual).
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