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Servidores da Unicamp ocupam sala da reitoria à espera de negociação com reitor

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Funcionários pedem reajuste do vale-alimentação e do salário. Sem nova proposta, a greve continua

Funcionários técnico-administrativos da Unicamp fizeram assembléia na frente da reitoria no final da manhã desta quinta-feira e votaram pela continuidade da greve. Foto: Renato César Pereira/Futura Press

Em greve há 45 dias, os servidores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) ocuparam a reitoria e fizeram bloqueios em entradas do campus para reivindicar aumento salarial e de benefícios. O reitor Marcelo Knobel diz que a situação financeira da universidade paulista impossibilita o reajuste solicitado.

Os servidores pedem que o vale-alimentação seja reajustado de R$ 850 para R$ 1.080. A instituição propôs pagar R$ 950. Os funcionários também reivindicam reajuste de 12,6%, mas a proposta da Unicamp é de 1,5%.

“Vivemos uma situação financeira bastante delicada, com a previsão de chegar ao fim do ano com um déficit de R$ 240 milhões. Os valores que propusemos são o máximo que podemos dar neste momento. Mais do que isso é impossível”, diz Knobel.

Os servidores ocuparam o prédio administrativo da reitoria na terça-feira (3). Eles dizem que querem discutir o reajuste do vale-alimentação e o desconto dos dias parados.

A Unicamp também ingressou com uma ação judicial após o sindicato ter feito um bloqueio nas entradas de acesso ao campus. Nesta quarta-feira (4) o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) determinou multa de R$ 5 mil ao sindicato a cada vez que houver bloqueio.

A greve completa hoje 45 dias e eles reivindicam um reajuste salarial de 12,6%. A Unicamp oferece 1,5%. Foto: Renato César Pereira/Futura Press

Universidades

O Cruesp, conselho de reitores de USP, Unicamp e da Universidade Estadual Paulista, propôs reajuste de 1,5%, sob justificativa de restrições financeiras. O Fórum das Seis – entidade que representa sindicatos de professores e funcionários das três instituições – pedia 12,6%. O valor é necessário, diz a entidade para compensar as perdas salariais dos últimos cinco anos.

Os reitores alegam que as universidades não têm condições financeiras para um reajuste maior. Na Unicamp, por exemplo, o reajuste de R$ 100 no vale-alimentação representa R$ 11,5 milhões a mais nas contas.

Em 2017, o Cruesp não deu reajuste, alegando “alto comprometimento de orçamento com a folha de pagamento”. À época, o gasto com salários superava em 4% os repasses que as instituições recebem do Estado. As três estaduais recebem cota fixa de 9,57% da arrecadação estadual do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Nos primeiros cinco meses deste ano, nenhuma das três universidades ultrapassou o repasse com o gasto com servidores. As entidades receberam R$ 3,93 bilhões do Estado, sendo R$ 3,61 bilhões para o pagamento dos salários.

 

Com informações do Jornal O Estado de SP

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