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Americana entra em alerta após registrar 5 mortes por febre maculosa

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Americana é banhada por rios e represas com abundância de capivaras, o maior roedor do mundo

A Pequena Central Hidroelétrica (PCH) Salto Grande, no município de Americana-SP, foi construída no rio Atibaia, formando a represa de Salto Grande – Foto: Renato César Pereira

Desde o fim de abril, cinco pessoas morreram com diagnóstico confirmado de febre maculosa, em Americana, interior de São Paulo. Outros dois óbitos estão em investigação. A doença, que em mais da metade dos casos leva à morte, é transmitida pelo carrapato-estrela, que se hospeda principalmente na capivara. O número elevado de mortes assusta os moradores e levou a prefeitura a expedir alertas sobre os riscos da doença. A Secretaria da Saúde divulgou uma lista com 15 áreas críticas e pediu que a população evite ir a esses locais.

De acordo com a prefeitura, quatro vítimas da doença, com idades entre 53 e 64 anos, haviam frequentado pontos de pescaria às margens dos rios Piracicaba e Jaguari, que banham o município. Apenas num dos casos, em que a doença causou a morte de um rapaz de 23 anos, a contaminação pode ter acontecido fora do município. Conforme informações da família, o rapaz teria ido a um pesqueiro em Nova Odessa, cidade vizinha.

Americana é banhada por rios e represas com abundância de capivaras, o maior roedor do mundo. A prefeitura informou ter instalado placas para alertar as pessoas sobre o risco de pegar o carrapato transmissor. Entre as áreas de risco estão pontos turísticos do município, como a Casa de Cultura Hermann Muller e a Casa do Conto, e ainda a Praia Azul e a Praia dos Namorados.

Encontro das águas dos rios Atibaia (esquerda) e Jaguari (direita) para formar o rio Piracicaba, no município de Americana-SP – Foto: Renato César Pereira

O número de óbitos este ano é o maior já registrado pela doença na cidade. Em 2014, Americana teve quatro mortes por febre maculosa e, no ano seguinte, houve dois. Depois de passar 2016 sem morte, um novo óbito foi registrado em 2017. Este ano, desde janeiro, a cidade teve 13 casos suspeitos, dos quais cinco ainda aguardam resultado dos exames – entre eles os dois óbitos suspeitos.

A rede de saúde foi alertada sobre a incidência da febre, pois os sintomas podem ser confundidos, na fase inicial, com os de outras doenças, como a dengue. A maioria dos pacientes apresenta vômitos, dores abdominais e musculares, erupções cutâneas e, em alguns casos icterícia – pele amarelada.

Considerada doença infecciosa febril aguda, a febre maculosa é causada pela bactéria Rickettsia richettsii, transmitida ao homem pela picada de carrapatos, principalmente o “estrela”. Não há transmissão direta entre humanos. Em 93% dos casos, o paciente necessita de hospitalização e, em 64%, a doença evolui para óbito, segundo estudo da Secretaria da Saúde do Estado.

De acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria, em 2017 foram notificados 64 casos e 37 óbitos por febre maculosa no Estado. Este ano, quando ainda não tinham sido contabilizados os casos de Americana, tinham sido notificados nove casos e dois óbitos. Conforme a pasta, o trabalho de campo para controle da doença, bem como a investigação dos casos, conforme diretriz do Sistema Único de Saúde (SUS), compete aos municípios.

 

Com informações da Agência Estado

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