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Na crise, dívida pública cresce 22,89% na RMC

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A dívida pública de Campinas cresceu 18,9% desde 2014 – Foto: Renato César Pereira
O endividamento público de prefeituras da RMC (Região Metropolitana de Campinas) com os cofres do governo federal cresceu 22,89% entre março de 2014 e março deste ano. Na avaliação do professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Joeval Martins, o valor percentual está abaixo de outras regiões do País e não chega a ser alarmante. A solução para redução dessa dívida, segundo ele, passa por uma gestão inovadora dos prefeitos junto à iniciativa privada.
Os dados para levantamento da dívida pública dos Executivos foram fornecidos pelo Banco Central do Brasil e referem-se apenas ao endividamento contratual das prefeituras junto ao Tesouro Nacional e ao SFN (Sistema Financeiro Nacional), formado pelos bancos privados e públicos.
Os valores devidos não incluem, por exemplo, o endividamento junto a credores externos, ao INSS (Instituto Nacional de Seguro Social), ao FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e também o endividamento mobiliário.
Segundo os dados do BC, em março de 2014 – no início da crise financeira do País – a dívida pública dos municípios com a União era de R$ 1,264 bilhão. No mesmo mês deste ano, os débitos já somam R$ 1,553 bilhão, demonstrando um crescimento de 22,89%. Nesse período, nove cidades apresentaram aumento na dívida, seis conseguiram reduzir os débitos e cinco prefeituras seguem sem dever nada para os dois órgãos.
DENTRO DO ESPERADO
Na avaliação do matemático Joeval Martins, também professor da FGV, a situação do aumento da dívida na RMC está dentro do esperado e segue melhor do que outras regiões metropolitanas do País.
“Se você pegar a região do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, estão em situações muito piores do que a região de Campinas. Lá em Porto Alegre, por exemplo, já se fala em não conseguir mais pagar o funcionalismo público até o final do ano. Comparativamente com outras regiões, estamos a anos-luz porque, de um modo geral, estamos conseguindo pagar ao menos os salários. Não posso falar em nível aceitável (de endividamento) porque o aceitável era fechar os cofres ‘no azul’, mas a dívida não disparou”, avaliou.
O magistrado também elenca que o crescimento da dívida na RMC foi freado por uma recente melhora no PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil e pela diminuição no ritmo de demissões em comparação com 2015 e 2016.
Com informações do Jornal Tododia
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