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País ganhou 1,834 mi de desempregados e perdeu 1,315 mi de vagas em um trimestre

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Carteira-de-trabalho

A taxa de desemprego mostrou forte deterioração na passagem do trimestre móvel encerrado em dezembro de 2016 para o trimestre móvel encerrado em março de 2017, saindo de 12,0% para 13,7%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em um trimestre, o País ganhou mais 1,834 milhão de desempregados, enquanto viu fechar 1,315 milhão de postos de trabalho. Também houve fechamento de 599 mil vagas com carteira assinada, segundo dados da Pnad Contínua divulgados na manhã desta sexta-feira, 28.

O comércio dispensou 438 mil empregados em apenas um trimestre. A construção demitiu outros 242 mil funcionários, enquanto a indústria fechou 32 mil vagas. Na agricultura, 240 mil postos de trabalho foram cortados. Nos transportes, 113 mil pessoas foram demitidas, enquanto que o corte atingiu mais 484 mil pessoas na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais. No segmento de outros serviços, 80 mil perderam o emprego. No serviço doméstico, outros 60 mil foram dispensados.

Setores

A indústria voltou a dispensar empregados no País. A atividade cortou 342 mil trabalhadores no período de um ano, segundo dados da Pnad Contínua. O total de ocupados na indústria recuou 2,9% no trimestre encerrado em março de 2017 ante o mesmo período do ano anterior. Já a construção extinguiu 719 mil postos de trabalho em março ante um ano antes, queda de 9,5% na ocupação no setor.

O comércio dispensou 233 mil empregados no trimestre encerrado em março ante o mesmo período do ano anterior, queda de 1,3% na ocupação no setor.

Outras atividades com corte de vagas foram agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-758 mil empregados, recuo de 8,0% no total de ocupados), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-295 mil vagas, queda de 1,9%) e serviços domésticos (-184 mil empregados, redução de 2,9% no total de ocupados).

O setor de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas – que inclui alguns serviços prestados à indústria – registrou um avanço 245 mil vagas em um ano, 2,5% de ocupados a mais.

Também houve aumento em março no contingente de trabalhadores de alojamento e alimentação (+493 mil empregados), outros serviços (+82 mil pessoas) e transporte, armazenagem e correio (+14 mil ocupados).

Renda

A renda do trabalhador ficou estatisticamente estável no primeiro trimestre de 2017 em relação ao último trimestre de 2016 (apesar da alta de 2,3% no período): R$ 2.110 ante R$ 2.064. A massa de renda dos trabalhadores saiu de R$ 181,749 bilhões no último trimestre de 2016 para R$ 182,935 bilhões no primeiro trimestre de 2017, movimento também considerado estatisticamente estável, apesar da variação positiva de 0,7%.

Com informações da Agência Estado

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