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Governo define nesta segunda esquema de vacina da febre amarela em Campinas (SP)

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A expectativa é de que a vacinação na região seja concluída em 10 dias - Foto: Renato César Pereira
A expectativa é de que a vacinação na região seja concluída em 10 dias – Foto: Renato César Pereira

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo e a Secretaria Municipal de Saúde de Campinas definem nesta segunda-feira, 27, como será a vacinação contra febre amarela na região. A decisão de fazer a ação de bloqueio na área, até então considerada livre de risco para doença, foi tomada na sexta-feira, 24, diante da confirmação de morte de três macacos bugios no distrito de Sousas. Os laudos foram divulgados pelo Instituto Adolfo Lutz.

A expectativa é de que a vacinação na região seja concluída em 10 dias. A estratégia deve começar na população residente na área próxima onde os macacos mortos foram encontrados. Progressivamente, a vacinação será ofertada na área urbana de Campinas. Além de Sousas, macacos mortos foram encontrados próximos de Amparo e Monte Alegre do Sul, o que deixa clara a circulação de vírus nesta área do interior paulista. Na duas cidades, vacinação já foi iniciada.

“Estamos absolutamente estupefatos. A epidemia de febre amarela nunca foi assim”, afirmou na sexta-feira o coordenador de Controle de Doenças da Secretaria de Saúde de São Paulo, Marcos Boulos. Ele conta que em ciclos anteriores as epizootias (mortes de animais, primeiros sinais de que há um aumento da circulação do vírus) ocorriam em regiões limitadas. Essa fase era seguida por casos em humanos, mas num ciclo relativamente rápido. “Neste ano, assistimos a uma queda de casos importante numa região e, em sequência, o aparecimento de epizootias em outros”, disse.

Boulos afirmou não haver nenhuma explicação para isso. “Os macacos seguem rotas próximas de cursos de água. São corredores conhecidos. Não esperávamos que eles saíssem dessa região e fossem para outros lugares até então considerados insuspeitos.”

O coordenador ressaltou que há tempos autoridades sanitárias trabalham com a expectativa de que a febre amarela se expandiria pelo Estado, mas não de forma tão rápida. “Não esperávamos agora. Mas chegou. Vamos ter de trabalhar com a situação atual sem, neste momento, buscar grandes explicações para isso.”

São Paulo solicitou ao Ministério da Saúde 3 milhões de doses do imunizante. O quantitativo será usado para vacinar tanto a região, até agora considerada livre de risco para a doença, quanto para reforçar as ações de bloqueio na região de São João da Boa Vista e Piracicaba.

“Temos experiências com vacinações. Não haverá problemas. Nem falta de vacinas.” O primeiro lote solicitado ao Ministério da Saúde deve chegar nos próximos dias. “Virão 200 mil doses, depois, mais 500 mil até chegar aos 3 milhões.”

Boulos disse que não há, a princípio, intenção de estender a vacinação para litoral paulista ou para São Paulo. “Estamos alertas. Acompanhando as epizootias. Se houver mais casos, em novos locais, vamos ampliando as regiões de vacinação.”

O epidemiologista André Ricardo Ribas Freitas alertou que pessoas que pretendam visitar a área rural de Sousas e Joaquim Egídio estejam previamente vacinadas contra a febre amarela.

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NOTA DA SECRETARIA DE SAÚDE SOBRE AS MEDIDAS CONTRA A FEBRE AMARELA

Em reunião realizada na tarde desta segunda-feira, 27 de março, em São Paulo, na Secretaria Estadual de Saúde, e que contou com representantes da Vigilância Sanitária de Campinas, ficou decidido que serão priorizadas pessoas que vivem em áreas de risco e os profissionais de saúde ainda não vacinados e que vão trabalhar nessas regiões. No total, são cerca de 74 mil pessoas.

A Secretaria Estadual de Saúde se comprometeu a enviar a Campinas as doses necessárias de vacina até a próxima sexta-feira, dia 31 de março.

Para pessoas que não vivem em áreas de risco, mas frequentam essas regiões, a Secretaria Municipal de Saúde está pedindo um reforço de 20% a mais em relação aos agendamentos já realizados. Lembrando que cerca de 5 mil pessoas vêm sendo vacinadas por semana em Campinas.

O plano de vacinação para esses casos prioritários está em elaboração pela Secretaria Municipal de Saúde.

A vacinação hoje é feita por meio de agendamento pelos telefones 160 ou 156, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.

No momento, é importante que as pessoas que pretendam visitar a área rural de Sousas e Joaquim Egídio estejam previamente vacinadas contra a febre amarela. Ou, então, que façam uso de repelente a cada duas horas.

A pessoa que toma a vacina fica protegida após 10 dias e a proteção permanece por 10 anos. Quem já tomou duas doses está protegido por toda a vida e não deve ser revacinado.

Desde janeiro, 28.827 pessoas já foram vacinadas contra a febre amarela em Campinas.

Na sexta-feira, resultados de exames feitos pelo Instituto Adolfo Lutz mostraram que três macacos encontrados mortos na fazenda Santa Lídia, em Sousas, foram vítimas de febre amarela.

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Com informações da Agência Estado

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