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Trabalhadores da Unicamp decidem em assembleia suspender a greve

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Categoria entrará com pedido de dissídio coletivo para resolver impasse criado pela falta de negociação efetiva

Os funcionários técnico-administrativos retornam ao trabalho na próxima segunda-feira (15) - Foto: Renato César Pereira
Os servidores retornam ao trabalho na próxima segunda-feira (15) – Foto: Renato César Pereira

A Assembleia Geral dos trabalhadores da Unicamp, realizada nesta quinta-feira (11), decidiu suspender a greve iniciada em 23 de maio. Os funcionários técnico-administrativos retornam ao trabalho na próxima segunda-feira (15).

Após 80 dias de greve, a categoria decidiu que o STU (Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp) deve ajuizar um pedido de abertura de processo de dissídio coletivo para solucionar o impasse entre a instituição e os trabalhadores. A intenção é que a justiça possa auxiliar na negociação das questões econômicas como reajustes de salário e do auxílio alimentação, além da retirada dos descontos salariais por ocasião do corte de ponto.

Nesta data-base os trabalhadores cobram reajuste salarial de 12,34% e a reitoria concedeu apenas 3%, índice que não repõe a inflação período.

De acordo com o diretor do STU, Antônio Alves Neto, o que fica para os trabalhadores é um saldo organizativo da greve em diversas unidades da Unicamp, como a Área da Saúde e a Divisão de Educação Infantil e Complementar (Sistema Educativo), que têm mais dificuldades de mobilização e sofrem pressão por conta da especificidade do serviço. “Os próximos passos é conseguir junto à reitoria a devolução do desconto de greve, garantir que não haja punição aos trabalhadores e avançar na mesa de negociação dos pontos da Pauta de Reivindicações Específicas”, explicou o dirigente sindical.

Na próxima quarta-feira (17) haverá reunião dos trabalhadores com a reitoria da Unicamp e o objetivo é cobrar a retirada imediata dos descontos e a construção de um calendário de negociação da pauta.  “Encerramos a greve, mas vamos continuar mobilizados fazendo reuniões e cobrando negociação do reitor de todos os itens da nossa Pauta de Reivindicações Específicas”, afirmou a coordenadora geral do STU, Margarida Barbosa.

A diretoria do sindicato defende que a decisão de continuar ou não em greve sempre esteve nas mãos dos trabalhadores e cada passo dado foi no sentido de garantir o cumprimento das nossas reivindicações. “A assembleia apresentou um conjunto de contrapropostas a ser debatido e esperamos que na próxima reunião com o reitor possamos avançar nos pontos que interessam os trabalhadores”, relatou o diretor Antônio Alves Neto.

A assembleia formou uma comissão de trabalhadores para discutir junto com a assessoria jurídica do STU os trâmites para o pedido de dissídio que ainda não tem data para ser ajuizado.

Ainda hoje, às 15h, acontece uma reunião entre o Cruesp (Conselho de Reitores) e o Fórum das Seis Entidades (órgão que congrega os sindicatos, associações docentes e DCE’s da Unicamp, USP e Unesp). A intenção é cobrar dos reitores respeito à isonomia, nenhuma repressão aos grevistas e empenho na busca de mais recursos financeiros para as universidades estaduais paulistas. 

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