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Greve dos trabalhadores continua na Unicamp

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Trabalhadores apostam no fortalecimento do movimento para garantir o pagamento dos dias parados

Os trabalhadores cobram 12,34% de reposição salarial - Foto: Pedro Amatuzzi/STU
Os trabalhadores cobram 12,34% de reposição salarial – Foto: Pedro Amatuzzi/STU

Os trabalhadores da Unicamp reunidos em Assembleia Geral, na tarde desta quinta-feira (4), aprovaram a continuidade da greve, que começou no dia 23 de maio.

Os servidores decidiram intensificar a mobilização para garantir a revogação dos descontos salariais realizados este mês pela reitoria da Unicamp, além de realizar um Ato Conjunto com os estudantes na próxima segunda-feira (8), pela manhã, em frente à reitoria, com objetivo de lutar contra as punições e sindicâncias abertas contra as duas categorias.

A categoria aposta no fortalecimento do movimento grevista para pressionar o reitor José Tadeu Jorge que reconhece que 3% de reajuste salarial são muito pouco, mas não apresentou nenhuma proposta viável até o momento. Os trabalhadores cobram 12,34% de reposição salarial.

A assembleia também autorizou que o Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) pague os descontos salariais promovidos pela Unicamp em decorrência dos dias parados dos funcionários em greve. O pagamento será feito nos próximos dias com os recursos do Fundo de Greve.

Em artigo publicado no site “Juízes para Democracia” o jurista e professor livre docente de direito do trabalho brasileiro na USP, Jorge Luiz Souto Maior, afirma que “o direito do recebimento de salário é um efeito obrigacional inegável na medida em que, por lei, o não recebimento de salário somente decorre de falta injustificada ao serviço, ao que, por óbvio, não se equipara a ausência de trabalho em virtude do exercício do direito de greve. É evidente que o exercício de um direito fundamental, o da greve, não pode significar o sacrifício de outro direito fundamental, o do recebimento de salário”.

Desta forma, o STU defende o exercício do direito de greve está mais que justificado, pois, afinal, a greve é um direito do trabalhador e o pagamento do salário um dever do gestor. O entendimento da entidade é que a reitoria está punindo o trabalhador por exercer um direito que é dele.

A próxima Assembleia Geral dos trabalhadores da Unicamp está marcada para quinta-feira (11). E na segunda-feira (8) acontece mais uma reunião do Comando de Greve com objetivo de organizar o calendário de lutas.

Com informações da Assessoria de Imprensa do STU

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