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Greve dos trabalhadores continua na Unicamp

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A Assembleia Geral dos Trabalhadores da Unicamp aprovou, nesta tarde (26) a continuidade da greve - Foto: Pedro Amatuzzi/STU/Divulgação
A Assembleia Geral dos Trabalhadores da Unicamp aprovou, nesta tarde (26) a continuidade da greve – Foto: Pedro Amatuzzi/STU/Divulgação

A Assembleia Geral dos Trabalhadores da Unicamp aprovou, nesta tarde (26) a continuidade da greve. A paralisação ocorre desde o dia 23 de maio devido à proposta de 3% de reajuste apresentada pelo Conselho de Reitores das Universidades Paulistas (Cruesp). Os trabalhadores reivindicam 12,34%.

Apesar de reconhecer que “o índice proposto não repõe as perdas salariais”, o reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, não apontou soluções para a crise na Universidade e continua jogando toda a conta sobre as costas dos trabalhadores.

Em reunião de negociação, realizada ontem (25) à tarde, o reitor reafirmou que não há possibilidade de discutir itens econômicos que causem impacto no orçamento da Universidade. Ele aproveitou para apresentar um documento “respondendo” às demandas da categoria de forma burocrática e sem nenhuma abertura para negociação efetiva dos itens da “Pauta de Reivindicações Específicas 2016”.

Os funcionários técnico-administrativos estão indignados com a negativa de discussão do percentual de reajuste que representa um quinto do aumento do plano de saúde da categoria e menos de um terço da inflação acumulada no período. Ainda mais pelo fato de o reitor continuar recebendo vencimentos que são mais que o dobro do teto salarial no Estado, além de se negar a fazer qualquer gesto em relação às duplas matrículas que só no alto escalão, neste ano, representam um gasto a mais de cerca de R$ 1,6 milhão.

A avaliação da diretoria do sindicato é de descontentamento com a forma com que o reitor da Unicamp trata as questões da categoria, dificultando o avanço da negociação da pauta e mantendo o impasse frente ao movimento grevista.

Os trabalhadores também cobram a implementação de políticas reparatórias de inclusão (cotas raciais) que garantam acesso à graduação, pós-graduação e concursos públicos e que não haja punições contra os grevistas, sejam eles trabalhadores, estudantes ou docentes.

A assembleia também aprovou a intensificação do movimento grevista na Área de Saúde como forma de pressionar para que haja negociação efetiva.

Nesta quarta-feira (27), às 13h, ocorre uma reunião do Comando de Greve para discutir o calendário de luta do movimento e a próxima assembleia está prevista para 04/08 (quinta-feira).

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