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Consórcio PCJ descarta falta d’água na região

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Chuvas de dezembro e janeiro deste ano ajudaram a elevar o volume dos rios, mas entidade faz alerta para o período de estiagem

Rio Atibaia, no distrito de Sousas, em Campinas-SP -Foto: Renato César Pereira
Rio Atibaia, no distrito de Sousas, em Campinas-SP -Foto: Renato César Pereira

As chuvas registradas em todo o mês de janeiro e também em dezembro do ano passado ajudaram a aumentar e muito o volume de água disponível para captação nos rios que cortam a RMC. Com isso, de acordo com o Consórcio PCJ (Bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), as chances de desabastecimento nas cidades que fazem captação nesses rios são baixas. Mesmo assim, é preciso ficar alerta com o início da estiagem, que deve ocorrer em abril.

De acordo com o PCJ, as regras e condições de restrição de uso para captações, estabelecidas pela ANA (Agência Nacional de Águas) e pelo DAEE (Departamento Estadual de Águas e Energia Elétrica), somente têm validade quando o volume útil no Sistema Cantareira for menor que 49 metros cúbicos, que corresponde a 5% do total. Atualmente, no entanto, o volume está um pouco acima de 15%.

Segundo Francisco Lahóz, secretário-executivo do Consórcio PCJ, isso significa que, num primeiro momento, as cidades que realizam a captação não devem sofrer com falta d’água, como ocorreu no ano passado. Em Americana, por exemplo, até a última sexta-feira, havia chovido 224 milímetros, 96,7% da média esperada para todo o mês, que é de 231,6 milímetros. Por isso, a vazão do Rio Piracicaba, na altura da captação de Carioba, é de 106 metros cúbicos. Em Sumaré, a chuva registrada também até sexta-feira era de 257,1 milímetros, bem próximo dos 258,1 milímetros esperados. Já Nova Odessa superou a média de janeiro, que é de 239,5 milímetros na cidade, com precipitações registrando 283,6 milímetros.

Mesmo assim, o especialista salienta a importância de população, indústrias e agricultores na preservação dos recursos hídricos para o período de estiagem, que deve ter início em abril. “O Consórcio PCJ intensificou as recomendações em investimentos no armazenamento de água, seja por meio da construção de barragens, bacias de retenção, piscinões ou cisternas, com o intuito de ampliar as reservas de água para estiagens cada vez mais severas”, explicou.

O Rio Piracicaba, por exemplo, está com um volume três vezes maior do que o necessário para abastecer as cidades da região. “É como se tivesse jogando água fora, sendo que daqui alguns meses, isso vai fazer falta”, salientou Lahóz. “O rio cheio nos enche de esperança, ao mesmo tempo que nos aterroriza quanto ao futuro, pois, com tanta água indo embora pelas calhas dos cursos d’água, cedo ou tarde a conta será cobrada por tanto desperdício”, alertou.

Com informações do Jornal O Liberal

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