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Americana desperdiça 8,6 toneladas de recicláveis diariamente

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Quantidade supera o volume separado corretamente no município, que chega a 7 toneladas todos os dia, segundo a prefeitura

Cooperlírios é uma das cooperativas cadastradas junto à prefeitura e que recebe o material reciclável - Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Cooperlírios é uma das cooperativas cadastradas junto à prefeitura e que recebe o material reciclável – Foto: Marcelo Rocha / O Liberal

Diariamente, a coleta de lixo em Americana joga “pelo ralo” 8,6 toneladas de materiais recicláveis que não foram separados. O material perdido é superior à quantia que, segundo a prefeitura, é coletado no município, sete toneladas. A perda de material reciclável é, de acordo com o município, provocada graças à população, que ainda não separa o lixo e manda os resíduos recuperáveis juntos aos orgânicos. Cooperados que atuam no mercado veem também uma queda na adesão dos moradores em função dos problemas com a coleta em 2014 e 2015, que fez com que algumas pessoas desistissem de separar o lixo orgânico do reciclável.

Americana coleta 200 toneladas de lixo por dia. O material é descartado em um aterro sanitário da empresa Estre, em Paulínia, que recebe os resíduos mediante pagamento do Executivo. A Prefeitura de Americana estima que 5% deste material é reciclável e poderia ser separado pela população, o que representaria um montante mensal de 260 toneladas a mais para o processo de reciclagem. A coleta seletiva municipal acontece com caminhões e equipes da Prefeitura de Americana e o material reciclável recolhido é entregue a cooperativas cadastradas junto ao poder público, que comercializam o material. A Cooperlírios, que atualmente é formada por 11 mulheres, é uma das cooperativas e tem média diária entre 1 e 1,5 tonelada por dia.

A responsável pela coordenação da cooperativa, Rita de Cássia de Souza, de 43 anos, afirmou que a cidade tem um grande potencial para a coleta. “A cidade tem potencial para coletar mais material reciclável. Mas nos últimos tempos eu não tenho o que reclamar, o movimento tem estado melhor”, disse. Desde o ano passado, ela disse ter identificado um aumento do material que vem sendo coletado e o grupo pretende adicionar mais cinco mulheres à cooperativa.

Já Cícero Batista da Silva, 41, responsável pela Cooperplan, analisa que houve uma grande queda na coleta seletiva durante os períodos de greve e falta de pagamento da coleta – que ocorreu em 2014. Durante 2015, ele disse que uma série de cooperativas fecharam em função na queda de produtos recebidos. “De novembro para cá, as coisas voltaram a melhorar. Eu acho que as coisas ainda não estão 100%, mas já houve um avanço”, disse. Silva explicou que a empresa coleta de três a quatro toneladas de lixo reciclável por dia e estima uma melhora. “Eu acho que pode dobrar esse volume, desde que a coleta continue cumprindo o cronograma como está e as pessoas passem a separar o material”, afirmou.

No final do ano passado, o MP (Ministério Público), por meio do Gaema (Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambeinte), firmou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com a Prefeitura de Americana visando a construção de oito ecopontos na cidade. O objetivo é cessar o descarte irregular de resíduos sólidos, atender a legislação vigente e reparar os danos ambientais já ocorridos. O documento foi assinado prevê, ainda, a adequação de dois ecopontos existentes, a correta destinação do material recolhido e a intensificação da fiscalização de descarte irregular. Em caso de descumprimento de alguma cláusula assinada, a prefeitura será multada em R$ 1 mil por dia. 

O TAC aponta que a população da cidade tem descartado lixo em terrenos baldios, “sejam particulares ou públicos, sem qualquer tipo de controle”. Os locais para implantação dos ecopontos já foram definidos – bem como os prazos de entrega. O primeiro a ser construído ficará no Jardim da Paz e a data máxima para sua entrega é 30 de junho. Até o final do ano devem ainda ser implantados ecopontos nos bairros Antônio Zanaga e Praia Azul. Já aqueles que serão instalados nos bairros Nova Carioba, Alvorada, São Luiz e Jardim Boer 2 devem ser entregues até 30 de junho de 2018. O último a ser implantado será o do Jardim Guanabara.

Com informações do Jornal O Liberal

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