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MPE pede que Sanasa corte 181 comissionados

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Um tinha como atribuições “dar ideias” e outro fazia a função de vigiar, junto com a equipe privada de segurança, as câmeras de vigilância, enquanto um terceiro era responsável por ver se os trabalhos de jardinagem estavam bem feitos, segundo o MPE (Ministério Público Estadual).

Os três integram o quadro de 196 funcionários comissionados da Sanasa (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento), empresa de economia mista da Prefeitura de Campinas responsável pelo abastecimento da cidade. Anteontem, o MPE entrou com ação na Justiça pedindo a redução dos atuais 196 servidores para 15 em um ano.

“Que tempos são estes, em que temos que defender o óbvio”, aponta citação do pensador Bertold Brecht, mencionada no início da ação da promotora Cristiane Hillal. Ela acusa o prefeito Jonas Donizette (PSB) e o diretor-presidente da Sanasa, Arly de Lara Romêo, de improbidade administrativa por usar a Sanasa para prática de clientelismo. Em outra ação na Justiça, na qual pede redução de comissionados na administração direta, ela também pede a cassação de Jonas.

Ela usa depoimentos de comissionados, colhidos desde 2013 pelo MPE, para embasar a argumentação. “Pode-se concluir que o Diretor Presidente da Sanasa, em conluio com o Prefeito Municipal (…) usou os cargos comissionados para a prática de clientelismo e não para melhorar a eficiência do serviço público”, acusa.

Entre os depoimentos citados na ação estão casos de comissionados que “tem a função de dar ideias e visitar todos os setores da empresa para que tenham ideias que vão virar projetos”. Outro tem como atribuição “olhar para as câmeras de segurança em busca de alguma movimentação estranha nos prédios” e ajudar os funcionários da empresa de segurança particular paga para essa função.

Cristiane também cita um assessor que “acompanha os serviços das empresas terceirizadas de limpeza, pequenas obras e jardinagem, para ver se estão bem feitos” e que ainda conta com mais um comissionado para o serviço. A promotora ressalta que, durante as entrevistas, muitos confirmaram ser filiados a partidos políticos, em sua maioria PSB e PSDB.

Ela também pede a demissão de dez comissionados que estão emprestados para outros órgãos públicos. Em relação a Jonas e de Arly ela requer perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por cinco anos e pagamento de multa no valor de 100 vezes salário de Jonas, fixado em R$ 21 mil. A prefeitura afirmou que tanto o Executivo quanto a Sanasa não foram notificados.

Com informações do Jornal Tododia

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