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Parque Ribeirão das Pedras ganha projeto urbanístico

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Alunos estudam mapa da região | Foto: Divulgação/SVDS
Alunos estudam mapa da região | Foto: Divulgação/SVDS

Por meio de um termo de cooperação técnica firmado entre a Secretaria do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Campinas e a PUC Campinas, alunos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da universidade estão desenvolvendo um projeto urbanístico para o Parque Ribeirão das Pedras, área verde que margeia o córrego, localizado no Distrito de Barão Geraldo.

O termo foi assinado em 2015, com o objetivo de desenvolver atividades conjuntas nas áreas de atuação da Universidade, representadas pelas pró-reitorias de Graduação e Pesquisa; Pós-Graduação e Extensão, e Assuntos Comunitários. Os trabalhos podem abranger as mais diversas modalidades, dentro do âmbito de atuação da prefeitura e da universidade.

A proposta feita pela SVDS para o desenvolvimento do projeto urbanístico no Parque Ribeirão das Pedras foi acolhida por professores e alunos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. As pré-diretrizes propostas pela secretaria atendem à demanda de implantação do parque que, embora previsto em lei, ainda não tem um projeto executivo elaborado.

Segundo o professor responsável pelo projeto de extensão universitária, Fábio Boretti, o objetivo do trabalho é fomentar a troca de conhecimento e de experiências entre alunos da graduação, técnicos e gestores públicos, como preconiza o edital dos cursos de extensão elaborado pelo Ministério da Educação.

De acordo com Boretti, a ideia é desenvolver uma metodologia para projetos urbanos com demandas similares às encontradas no Ribeirão das Pedras e aplicá-la em outros territórios da cidade. “Nós começamos o trabalho com o Parque Linear Ribeirão da Pedras, mas já prevendo que faríamos outro projeto similar no ano que vem, no Parque Capivari Mirim, na região próxima ao aeroporto de Viracopos. A intenção é que os alunos produzam uma espécie de cartilha relatando a metodologia da primeira fase do trabalho, que a gente chama de diagnóstico”, explicou o professor.

Boretti considera que “o rio percorre distintos bairros com especificidades e características sociais econômicas e infra-estruturais diferentes, cruza determinadas avenidas e eixos de mobilidade importantes, etc. A percepção dessa realidade é a fase inicial do trabalho. Só compreendendo o território e suas demandas específicas podemos propor, corretamente, programas e intervenções urbanísticas coerentes”.

Levantamento e diagnóstico

No trabalho de cooperação com a Secretária do Verde, os alunos elaboram o projeto urbanístico considerando as características das comunidades existentes nos oito quilômetros de extensão do Rio das Pedras. No levantamento que servirá de base para o diagnóstico, são levados em conta aspectos como faixa de renda, forma de ocupação do lote, tipo de comércio, existência ou não de equipamentos públicos de esporte e lazer e nível de acessibilidade.

“É importante que um trabalho urbanístico desta escala, passando por várias especificidades e sistemas urbanos, seja elaborado ou acompanhado pelas várias secretarias da prefeitura, além da Secretaria do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, dialogando, portanto, com os diferentes saberes e demandas contidas em cada secretaria pública ” considera Fábio Boretti.

Para o professor, o canal de comunicação aberto pela Prefeitura de Campinas, por meio desse trabalho de cooperação técnica, ajuda os extensionistas a entenderem as dinâmicas de trabalho do poder publico.

Por seu lado, o secretário do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Rogério Menezes, considera a cooperação técnica uma importante ferramenta de trabalho e de troca de experiências positivas. “Esse trabalho é um bom exemplo do que buscamos com a parceria entre poder público e universidade. O poder público, que carece de tempo dos técnicos e recursos para pesquisar e detalhar um projeto desse porte, participa com dados reais e suas experiências profissionais nas discussões com os integrantes do grupo”.

Menezes acrescenta que “os alunos, orientados por professores com experiência e conhecimento, têm condições de elaborar um produto que poderá propiciar uma ação real, aplicando a teoria à prática. É uma parceria em que todos ganham e que tende a ser ampliada, dada a vigência até 2020 do Termo de Cooperação Técnica.”

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