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Sanasa tem queda na receita após aumento

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Mesmo com dois aumentos na tarifa de água em 2015, e estimulando o consumo quando havia alerta sobre o nível de rios da região, a Sanasa (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento) teve em agosto a menor receita oriunda do uso do recurso hídrico no ano. Foram R$ 44,5 milhões, enquanto no mês anterior o valor havia sido de R$ 47,1 milhões. Desde dezembro do ano passado não se arrecadava tão pouco. Naquele mês, o valor foi de R$ 44 milhões.

Durante o mês de agosto, o Boletim Sanasa manteve “sinal verde” para o consumo mesmo com os rios da região em estado de alerta. O sinal só foi alterado para amarelo quando a captação no Baixo Atibaia para abastecimento humano foi reduzida em 20%, por determinação da ANA (Agência Nacional de Águas), no dia 25 de agosto.

Mesmo com o sinal verde, moradores de Campinas têm buscado todas as formas possíveis para poupar água. Segundo o pedreiro Paulo Cézar Pereira dos Santos, 58, morador do bairro Jardim do Lago 2, tanto em casa quanto no trabalho o uso da água é apenas para as atividades essenciais.

“Em casa a gente evita (usar água) e sempre fecha as torneiras rapidamente enquanto usa. Também sempre deixo uns baldes com água bem fechados, caso acabe a água, o que é comum no meu bairro”, relatou Paulo.

“Só lavo o quintal com a água que sai da máquina de lavar. Também uso da água da chuva para molhar as plantas. Tem que manter a conta baixa”, disse aposentada Evanilda Bordignon, 68.

Em fevereiro deste ano, a conta ficou 11,98% mais cara. Depois, em julho, a autarquia aplicou um reajuste extraordinário de 15% no valor, que chegou a ser suspenso pela Justiça. Porém, no dia 13 de agosto, a Sanasa conseguiu uma liminar para aplicá-lo.

Contradição

Entre as justificativas para o novo reajuste estava o aumento com despesas para o tratamento, aumento na conta de energia elétrica e queda no faturamento devido à crise hídrica. Porém, o jornal Tododia noticiou na época que, ao contrário do que era dito, o faturamento da Sanasa com consumo de água estava crescendo.

A Sanasa pediu que os questionamentos fossem encaminhados por e-mail, mas até o fechamento desta edição nenhuma resposta foi enviada.

Consumo tem impacto

Segundo Antônio Carlos Zuffo, professor de Hidrologia e Recursos Hídricos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), a redução do consumo impacta diretamente no fluxo de caixa da Sanasa, que fechou o balanço do ano passado com prejuízo de R$ 18,7 milhões. “A conta está mais cara e as pessoas estão economizando mais. Isso impacta diretamente no fluxo de caixa da empresa”, explicou.

A professora de Ecologia da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) Silvia Regina Gobbo aponta que o noticiário influencia na redução do consumo. “A gente tem uma conscientização maior da população, que vê nos noticiário que a situação hídrica do País não está boa”.

Com informações do Jornal Tododia

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