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Gaema vai cobrar melhor tratamento de esgoto

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Rio Atibaia no distrito de Sousas. em Campinas-SP
Rio Atibaia no distrito de Sousas. em Campinas-SP

O Gaema (Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente), órgão do MPE (Ministério Público Estadual), vai cobrar de municípios da região melhor tratamento de esgoto antes do lançamento no Rio Atibaia, que abastece a Represa do Salto Grande. A medida, anunciada em reunião na manhã de ontem, é estratégia para redução da poluição no reservatório.

Os municípios cobrados ficam a montante (antes do ponto da represa). O Gaema também fomentará estudos para a remoção ou o tratamento dos sedimentos no fundo do rio, além do reflorestamento das margens. A represa do Salto Grande foi apontada pelo promotor do Gaema de Piracicaba, Ivan Carneiro, como o pior trecho de toda a bacia hidrográfica dos Rios PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí) em questão de qualidade.

O problema para a represa é que os municípios que descartam água no manancial não fazem o tratamento terciário, com a retirada de fósforo, o que, segundo Carneiro, seria necessário para a despoluição. Pela lei, os municípios só são obrigados a arcar com o tratamento secundário, o que não é suficiente. “Vamos articular com as cidades da montante do Atibaia para que implantem o tratamento terciário”, disse Carneiro.

A retirada de fósforo da água é fundamental para que a matéria orgânica presente seja reduzida e ela se torne menos tóxica. O promotor explicou que a maioria dos municípios não trata 100% do esgoto, o que resulta no despejo de água completamente poluída no rio.

A reunião de ontem também serviu para que se chegasse a uma conclusão sobre a instalação de uma UTR (Unidade de Tratamento) no Atibaia às “portas” da represa, que permitiria a limpeza da água antes de chegar à Salto Grande. Apesar de dizer que a medida seria a ideal para solucionar a poluição do local a curto prazo, o promotor Ivan Carneiro disse que caberá ao poder público definir qual a alternativa mais viável para a despoluição do local. “Há um custo muito alto para a unidade, seriam R$ 236 milhões para construir e mais R$ 2 milhões para manter. Como alternativa a curto prazo, é a ideal, mas caberá aos municípios definir, não ao Ministério Público”, disse Carneiro.

A responsabilidade, tanto pela UTR quanto pela melhoria do tratamento da água deverá ficar por conta dos municípios da montante do rio, pelo conceito “poluidor pagador”, onde a população que polui paga pela limpeza do manancial. Entre as cidades por onde o Atibaia passa antes de chegar à represa estão Atibaia, Valinhos, Campinas, Bragança Paulista e Paulínia.

Com informações do Jornal Tododia

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