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Disponibilidade hídrica cai 73% em duas décadas

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Índice de 298,19 milímetros cúbicos por habitante/ano se aproxima ao encontrado no Oriente Médio, caracterizado por áreas desérticas

Rio Piracicaba - Foto: Claudinho Coradini/JP
Rio Piracicaba – Foto: Claudinho Coradini/JP

A disponibilidade hídrica nas Bacias PCJ (rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) teve uma redução de 73% este ano – durante o período de estiagem -, em relação a 1996, quando o primeiro levantamento sobre o tema foi realizado, segundo informações divulgadas ontem pelo Consórcio PCJ. O estudo aponta que neste ano o índice é de 298,19 milímetros cúbicos habitante/ano. “A título de comparação, o Oriente Médio, caracterizado por áreas desérticas, possui 292 m³/habitante/ano, segundo dados do Relatório 2015 das Nações Unidas para Desenvolvimento Hídrico”, traz o documento.

O levantamento do Consórcio PCJ aponta também para uma redução de 50% a 60% em média para a produção de água das nascentes nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, em 2015, tendo como base de cálculo a redução drástica das vazões nos corpos d’água. Por conta disso, a equipe técnica da entidade elaborou documento com “10 mandamentos” para preservar e recuperar as nascentes, além de iniciar forte campanha de sensibilização junto aos municípios. Aproveitando que neste mês se comemora o Dia da Árvore, o Consórcio PCJ iniciou campanha junto aos municípios para recuperação de nascentes e de matas ciliares presentes em rios e córregos, além de motivar o plantio simbólico de um ipê branco, árvore símbolo da entidade, para marcar as comemorações pela Semana da Árvore e abrir as festividades preparatórias para o Dia de Proteção aos Mananciais, celebrado no próximo mês, no dia 13 de outubro.

“Os mandamentos são relevantes para aumentar a sensibilização da população e do poder público em relação à importância das árvores para a melhoria da qualidade da água, através da diminuição da turbidez, da eutrofização e do assoreamento dos rios”, comenta o coordenador de projetos do Consórcio PCJ e responsável pelo Programa de Proteção aos Mananciais da entidade, Guilherme Valarini.

O documento elaborado pelo Consórcio alerta para a construção de poços artesianos próximos às nascentes, o corte indiscriminado de florestas nativas, o perigo de queimadas a montante das nascentes, que podem comprometer a produção das mesmas. Os mandamentos ressaltam a importância das matas ciliares para o aumento da disponibilidade hídrica. A preocupação faz sentido. Só no Estado de São Paulo são 120 mil km desprotegidos de mata ciliares.

 Com informações do Jornal O Liberal

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