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Represa do Salto Grande tem proposta para tratar esgoto

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PCH Salto Grande, em Americana-SP
PCH Salto Grande, em Americana-SP

Uma unidade de tratamento de água no ponto onde o Rio Atibaia deságua na represa do Salto Grande vem sendo apontada como a solução para a poluição do reservatório de água, que sofre com o problema há anos. O engenheiro Danilo Luchiari, um dos entusiastas da proposta, disse que uma unidade poderia colocar a represa em níveis aceitáveis de poluição em seis meses de funcionamento.

A proposta vem sendo discutida em um inquérito do Gaema (Grupo de Atuação Especial em Defesa do Meio Ambiente) aberto no ano passado e, na próxima quarta-feira, uma reunião com autoridades regionais, estaduais e pessoas de regiões onde o modelo de despoluição é usado, como Minas Gerais e São Paulo, vai aprofundar a discussão.

Uma vez limpa, a represa pode se tornar uma saída para a captação de água na região, como Americana, por exemplo.

O local também costumava ser ponto turístico da cidade. Ainda é possível ver pessoas andando de jet ski e até mesmo pescando no local, mas em menor quantidade que no passado. A represa tem 34km² e fica nas áreas dos municípios de Americana, Nova Odessa e Paulínia, mas o maior trecho é Americana.

O Rio Atibaia já foi apontado em estudos e por profissionais que atuam na região como a principal origem dos poluentes da represa, uma vez que o manancial passa por uma grande faixa de zona urbana, onde é mais comum haver descartes irregulares de esgoto e despejo de resíduos poluentes. O Atibaia passa por Paulínia, Campinas e Valinhos antes de chegar à represa.

“Há um ano o Movimento ‘Vamos Salvar a Represa’ pediu apoio técnico à Associação dos Engenheiros, da qual sou membro, e trabalhamos em ideias para fazer a ‘deseutrofisação’ da represa”, disse Luchiari. O engenheiro relatou que foi feita uma representação à promotoria, que abriu um processo para apurar a questão.

O engenheiro explicou que o custo da unidade de tratamento, que retiraria a maior parte das substâncias poluentes da água, seria R$ 160 milhões para a construção e R$ 2 milhões por mês para operação. A instalação duraria seis meses e os primeiros resultados já viriam em mais um semestre. “Depende de vontade política, a medida é viável e tem bons resultados em outros lugares”, disse.

A proposta vem sendo discutida no Gaema e a promotora Alexandra Faccioli disse que, apesar de ter indicadores positivos, a questão ainda está sendo debatida. “Estamos consultando especialistas para saber se é uma das alternativas para a Salto Grande, depende muito das especificidades do local. Há também outras estratégias importantes para reduzir a poluição”, comentou.

A promotora ainda ressaltou que o papel do órgão é cobrar os poderes públicos com base na eficiência e nos custos, mas o Gaema ainda não apontou a unidade de tratamento como a melhor alternativa.

ALTERNATIVA CARA

O diretor do DAE (Departamento de Água e Esgoto), Leandro Zanini, disse que acredita que técnicas avançadas de tratamento são possíveis, apesar de caras, mas que os poderes públicos devem trabalhar para que a carga poluidora diminua. “O processo de recuperação tem um custo altíssimo, muito vultuoso. Pelo que li do inquérito existem também outras tecnologias que melhoram a qualidade da água”, afirmou.

Com informações do Jornal Tododia

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