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Rota das Bandeiras utiliza treliças para lançamento de supervigas

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Técnica é utilizada na construção das pontes Anhumas e Capivari, respectivamente na marginal da D. Pedro I (SP-065) e prolongamento do anel viário Magalhães Teixeira (SP-083)

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Duas obras complexas, com uma solução inédita nas rodovias que formam o Corredor Dom Pedro, administrado pela Concessionária Rota das Bandeiras. Para a construção das pontes Capivari e Anhumas, a equipe de engenharia da Odebrecht Infraestrutura adotou o método de treliças para movimentar as supervigas que darão sustentação às novas estruturas. O lançamento no km 134 da rodovia D. Pedro I (SP-065), no Trevo do Carrefour, teve início nesta sexta-feira, dia 31. O método também começou a ser utilizado esta semana no prolongamento do anel viário Magalhães Teixeira (SP-083). 

A nova ponte Anhumas, construída ao lado da atual estrutura, é necessária para a conclusão das pistas marginais da D. Pedro I. São 180 metros de extensão, divididos em cinco vãos. Serão utilizadas 30 vigas, que chegam a 40 metros e 80 toneladas cada. O trabalho no local tem previsão de duração de 20 dias.

Tradicionalmente, o lançamento de vigas é realizado por guindastes. No local, contudo, a única forma de utilizá-los seria com a interdição total da via, o que geraria um grande transtorno aos motoristas, em uma região de grande fluxo de veículos. Com o uso de treliças, o trecho da D. Pedro I é interditado somente no período noturno, para que as vigas sejam transportadas do pátio para o local de lançamento, com a interdição de, no máximo, duas faixas da rodovia e acostamento. Os bloqueios ocorrem diariamente das 21h às 04h. O lançamento das vigas nos vãos da nova ponte ocorre durante o dia, sem causar interdições ao tráfego.

“Nesta sexta-feira, houve a movimentação de uma viga, mas a nossa expectativa é de que nos próximos dias já lançaremos ao menos duas estruturas diariamente. É um método mais complexo. A movimentação de uma única viga chega a demorar quatro horas”, destaca o engenheiro responsável pelas obras, William Henrique Gonçalves.

A treliça se movimenta em dois eixos. Primeiro, cabos erguem a viga até que ela fique encaixada na treliça. Depois, o equipamento se move lentamente até o vão da ponte. Em seguida, a viga se desloca, dentro da treliça, até o vão. Lá, o processo inverso tem início. Há nova movimentação transversal, até que a viga esteja na posição correta para ser solta.

O método foi empregado primeiramente na obra de prolongamento do anel viário, onde não há fluxo de veículos. O primeiro lançamento ocorreu na quarta-feira, dia 29. Até esta sexta-feira, quatro vigas já haviam sido lançadas na ponte do Capivari. Maior ponte em construção no trecho da Rota das Bandeiras, a ponte terá 220 metros de extensão. Serão necessárias 60 vigas, de até 40 metros e 80 toneladas, que serão colocadas entre os seis vãos da ponte. Somente para o trabalho de lançamento das vigas pré-moldadas serão necessários 45 dias.

“Neste local, optamos pelo uso de treliça por conta da altura da ponte, que atinge 20 metros, e também pelo tipo de solo, com a passagem de nascentes, o que impossibilitaria a colocação dos guinchos”, completa Gonçalves.

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