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Sanasa quer aumentar conta de água pela 2ª vez em 2015

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A Sanasa (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento) de Campinas solicitou no começo do mês à Ares-PCJ (Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) autorização para praticar um reajuste extraordinário e aumentar a conta d’água na cidade. Se aceito, será o segundo aumento da tarifa de água em 2015 na cidade. Em fevereiro a conta ficou 11,98% mais cara. Campinas já tem o metro cúbico de água mais caro da área de atuação da Ares-PCJ, segundo a agência, que divulgou a informação sobre a nova solicitação de reajuste.

Segundo a assessoria da Ares-PCJ, a entidade definirá se aceita ou não o pedido até semana que vem. O valor do possível reajuste não foi divulgado, assim como os argumentos da empresa para o novo pedido. De acordo com dados da agência, o valor por metro cúbico de água para consumo mínimo na categoria residencial é de R$ 5,03 em Campinas, o maior entre as 42 cidades associadas à Ares-PCJ.

A Assessoria de Imprensa da Sanasa foi procurada ontem por volta das 21h. Devido ao horário, a entidade informou que só se posicionaria sobre o caso hoje.

ACIMA DA INFLAÇÃO

O valor do aumento praticado em fevereiro já representa quase o dobro da inflação para o período de 2014 (de 6,41%). À época, a justificativa para o aumento foi de que o percentual era necessário para recuperação do equilíbrio fiscal da empresa por conta dos altos custos do tratamento durante a crise hídrica que atingiu o Estado.

O balanço de 2014 da Sanasa apontou prejuízo de R$ 18,7 milhões. Apesar disso, a empresa gastou R$ 5,6 milhões com publicidade, aumento superior a 3.000% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a despesa foi de R$ 172,1 mil. A justifica foi a contratação de uma empresa terceirizada para a realização desse tipo de serviço.

O vereador Paulo Bufalo já denunciou ao MPE (Ministério Público Estadual) abuso no primeiro reajuste. Bufalo argumentava que em 2014 a empresa já havia aplicado dois reajustes, o primeiro em janeiro, de 6,6%, e em fevereiro mais 11%.

Jornal Tododia

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