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Sanasa passa a divulgar nível de rios em propaganda

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A Sanasa (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento) passou a divulgar, em propagandas, o nível dos rios que abastecem Campinas - Foto: Renato César Pereira
A Sanasa passou a divulgar, em propagandas, o nível dos rios que abastecem Campinas – Foto: Renato César Pereira

A Sanasa (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento) passou a divulgar, em propagandas, o nível dos rios que abastecem Campinas. A empresa de capital misto apontou que vai usar cores para apontar se a situação é de restrição no abastecimento ou se o uso dos recursos hídricos está totalmente liberado. Especialista aponta que falta ao material sensibilizar e educar a população para economizar. A Sanasa aumentou o gasto com propaganda na comparação de 2013 e 2014, e apontou prejuízo de R$ 18,7 milhões nas contas do ano passado.
As regras de restrição divulgadas pela Sanasa são as já divulgadas pelo consórcio das bacias do PCJ (dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí).
No nível em alerta, não há restrição do uso da água, mas chama a atenção dos usuários para a proximidade de uma restrição. Já o estado de restrição determina a redução de captação da água dos rios em 20% do volume outorgado diariamente para abastecimento público e para matar a sede de animais, e 30% para uso industrial e irrigação, enquanto todos os demais usos são paralisados.
“Nós tivemos no mês de outubro do ano passado quatro ou cinco dessas campanhas, que foi planejada e fundamentada na transparência da informação. Queremos compartilhar com a população a responsabilidade pelo uso consciente da água”, disse o presidente da Sanasa, Arly de Lara Romeo.
Campinas capta água no curso do rio. Segundo a Sanasa, o fato do sistema não ter se recuperado da crise do ano passado levou à divulgação dos níveis de alerta.
O coordenador de projetos do Consórcio PCJ, José Cezar Saad, diz que cada empresa tem sua metodologia para orientar os consumidores e que a Sanasa adotou o critério dos boletins.
“Não podemos comentar a metodologia que cada cidade usa, mas os rios já estão em condição que nos levam ao alerta. Por isso, é importante ter um plano de divulgação”, afirmou.
Mestre em Marketing Político e professor da PUC (Pontifícia Universidade Católica) e da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), Victor Corte Real apontou que as publicidades educativas e informativas são sempre importantes, mas que falta teor educativo ao material da Sanasa. “Essa estratégia não sensibiliza, precisa ser feito um trabalho mais aproximado com a população e educativo.”
Também especialista em marketing político, Chico Santa Rita acredita que grande parte das prefeituras erra ao apostar na publicidade e não acompanhar isso com ações.

O que diz a propaganda
“A partir de agora, a Sanasa vai divulgar nos principais veículos de comunicação da cidade a situação dos rios que abastecem Campinas. E você fica sabendo o que fazer em cada caso. Sinal vermelho significa redução de até 20% no abastecimento. Sinal amarelo, possibilidade de restrição. E, sinal verde, um uso sem restrição, mas claro, com consciência. Boletim Sanasa Campinas, vida bem tratada é vida com transparência e informação.”

Balanço aponta prejuízo
O balanço da Sanasa de 2014 apontou prejuízo de R$ 18,7 milhões e também mostrou que a empresa de economia mista desembolsou R$ 5,6 milhões com publicidade institucional naquele ano.
Isso representa um aumento superior a 3.000% com ações publicitárias em relação ao mesmo período de 2013, quando a despesa foi de R$ 172,1 mil.
A justificativa à época foi a contratação de uma empresa para a realização deste tipo de serviço.

Nível de alerta próximo
Apesar das chuvas recentes, a vazão do Rio Atibaia, principal manancial de Campinas, de acordo com a rede de telemetria do Consórcio do PCJ, estava com vazão de 5,7m³/s (metros cúbicos por segundo) ontem, perto do limite do estado de alerta, atingido quando a vazão chega a 5m³/s.
O coordenador de projetos do Consórcio PCJ, José Cezar Saad, diz que as chuvas dos últimos dias aumentaram a vazão, mas que houve nova redução.

Jornal Tododia

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