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PCJ volta atrás e descarta barragem de Santa Maria para abastecimento público

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A construção da barragem é uma proposta do DH (Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo) - Foto: Arquivo/M. Germano/JP
A construção da barragem é uma proposta do DH (Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo) – Foto: Arquivo/M. Germano/JP

Em reunião realizada na semana passada, a secretaria-executiva do Consórcio PCJ (Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) voltou atrás na recomendação de que os 22 prefeitos do Aglomerado Urbano de Piracicaba realizassem estudos de viabilidade para que a barragem de Santa Maria da Serra fosse usada para abastecimento de água para a região.
A decisão foi tomada após o Consórcio atestar que a medida seria inviável devido à má qualidade da água. A hipótese de uso de água da barragem foi descartada durante reunião realizada na semana passada durante a Câmara Técnica de Planejamento, que discute a renovação da outorga do Sistema Cantareira dentro do âmbito do Comitê das Bacias.
No site oficial, o Consórcio PCJ afirmou que descartou a possibilidade por ter identificado, em estudos realizados por técnicos da entidade e levantamentos recentes da USP (Universidade de São Paulo) e UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), a existência de cargas poluidoras desde o município de São Paulo, na calha do rio Tietê, até a chegada ao reservatório de Barra Bonita, entre outros pontos estratégicos, “sendo alarmantes os dados de metais pesados ali contidos, (…) que excedem os índices aceitáveis.”
O Consórcio afirmou também que estes estudos reforçam ainda mais a importância das vazões a serem estabelecidas pela renovação da outorga do Sistema Cantareira, como também a urgência de início imediato da construção dos reservatórios em Amparo e Pedreira, e da barragem do ribeirão do Piraí, em Salto, para dar garantias de segurança hídrica futura para as Bacias PCJ, que conglomeram três importantes regiões: Região Metropolitana de Campinas e as Aglomerações Urbanas de Piracicaba e Jundiaí.
A nova decisão foi vista com bons olhos pelo promotor do Gaema (Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente), Ivan Carneiro Castanheiro. “Acredito que foi uma decisão madura e louvável. É um reconhecimento de que a situação seria muito arriscada”, disse.
“O Consórcio PCJ tem outros estudos e avalia, com muito empenho, outras alternativas que não provoquem riscos às águas subterrâneas”, afirmou.
Na semana passada, conforme mostrou o Jornal de Piracicaba, o promotor havia se posicionado contra o ofício enviado aos prefeitos do Aglomerado Urbano de Piracicaba — segundo Castanheiro, o uso de água da barragem de Santa Maria da Serra para abastecimento público não resolve o problema da crise hídrica, além de haver o risco de contaminação do aquífero Guarani, o maior manancial de água subterrânea do mundo, que tem ocorrência em Santa Maria.
A construção da barragem é uma proposta do DH (Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo) e o Estado ainda aguarda pedido de licença prévia da obra feito à Cetesb. A proposta é ampliar a navegação da hidrovia Tietê-Paraná em 45 quilômetros até Ártemis, em Piracicaba.
A ideia, porém, tem provocado discussões de grupos ambientais já que uma das consequências seria o alagamento do bairro rural de Tanquã, afetando diretamente a comunidade local e também a vida silvestre da região. Um inquérito civil sobre o caso também tramita no MP.

Com informações do Jornal de Piracicaba

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