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Obra ignora impacto viário e ambiental, diz Congeapa

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Inaugurada no dia 6, a Avenida Isaura Roque Quércia, prolongamento da Avenida Mackenzie, é alvo de uma série de críticas do Congeapa (Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental de Campinas), órgão gestor da APA (Área de Proteção Ambiental) por onde passa a via. Conselheiros e diretoria apontam problemas no modelo de concepção da obra, que segundo eles não têm estudo de tráfego e não leva em consideração os impactos ambientais na região. O projeto da construção não foi aprovado pelo conselho. A Entreverdes Urbanismo é responsável pela execução da obra e a prefeitura é a autora do projeto executivo do prolongamento.

Segundo a conselheira Angela Podolski, uma série de indicações feitas pelo Congeapa foi ignorada. Um dos problemas, diz, é o assoreamento de ribeirões lindeiros. “O que aparenta ser bonito e adequado, uma estrada nova arborizada com ciclovia, etc… se mostra inadequada e ambientalmente incorreta. A movimentação de terra gigante assoreou os ribeirões lindeiros, a sua dimensão interrompe o fluxo gênico daquela área, as nascentes foram ignoradas!”, afirmou.

O conselho ainda aponta que em todos os relatórios sobre a criação do prolongamento não existe nenhuma preocupação com a preservação da biodiversidade e recursos hídricos da APA e que as cinco passagens de fauna implantadas sob a via não possuem iluminação natural e são longas demais, o que as tornam inadequadas.

“O marketing das aparências é marca desse empreendimento, que na superfície é lindo e ecologicamente correto. Enquanto, na verdade, afeta violentamente a vida silvestre da região e seus recursos hídricos. Se não houver um alerta imediato para as intensões futuras de desenvolvimento para essa região poderemos estar falando do fim da biodiversidade da APA de Campinas”, disse Angela.

Rafael Moya, presidente do Congeapa, disse que o traçado atual da via era desconhecido pelo órgão. “Os questionamentos ficam sobre o vazio urbano que compreende toda a via até o empreendimento Entreverdes. Uma pista daquele tamanho e com aquela estrutura aponta (a possibilidade de instalação de) outros empreendimentos na região, o que já está acontecendo, mas não temos estudos dos impactos do fluxo de veículos e urbanização na região”.

“Resolveram o problema de curto prazo das construtoras, mas foi esquecido o longo prazo, com o impacto dessa obra e futuras obras no ecossistema”, acrescentou Moya.

Sobre a questão, o Congeapa afirmou que solicitou estudos no trecho da Macrozona 2 por onde vai passar a via, no sentido de resguardar sua destinação como área rural, tendo em vista as pressões por urbanização. O estudo ainda não foi concluído.

Tudo legal, diz prefeitura

As assessorias de Imprensa da Prefeitura de Campinas e da empresa Entreverdes Urbanismo afirmaram que todo o projeto que compreende a construção da avenida está com todas as documentações aprovadas pelos conselhos fiscalizadores.

Questionada sobre a falta de aprovação do conselho para a obra, a prefeitura afirmou que o conselho é consultivo e que houve estudos ambientais para a aprovação.

Rafael Moya, presidente do Congeapa, afirmou que este é um conselho deliberativo (que precisa aprovar projetos que dizem respeito à APA), ou seja, tem entre suas atribuições estabelecer prioridades e diretrizes e ser a instância final de decisão, e que compete a ele julgar os projetos apresentados. No site da prefeitura, o Congeapa é aponta como órgão consultivo e deliberativo.

O prolongamento, de acordo com a prefeitura, otimizou a circulação entre Campinas e o distrito de Sousas. Antes a circulação de veículos ocorria apenas por um único acesso, o corredor da Rodovia Heitor Penteado e Avenida Mário Garnero, com volume diário na via expressa, próximo ao trevo, de 50 mil veículos nos dois sentidos. Na Avenida Mackenzie, esse fluxo é de 25 mil nos dois sentidos e na Avenida Antônio Carlos Couto de Barros, de 35 mil nos dois sentidos, apontou o Executivo.

Com informações do Jornal Tododia

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1 Comment

  1. Tereza penteado
    junho 22, 2015 at 2:51 am — Responder

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