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Dono da Azul ganha disputa pela compra da aérea portuguesa TAP

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Empresa foi colocada à venda pelo governo português no final do ano passado

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O empresário brasileiro David Neeleman, controlador da companhia aérea Azul, ganhou a disputa no processo de privatização da companhia aérea portuguesa TAP. A informação foi confirmada pela empresa brasileira e pelo governo português. “A oferta selecionada foi a do consórcio Gateway”, formado por Neeleman e o empresário português Humberto Pedrosa do grupo de transporte rodoviário Barraqueiro, anunciou Miguel Poiares Maduro, ministro adjunto do primeiro-ministro português, à imprensa.

Em nota, a Azul afirmou que acredita que “a aquisição será uma oportunidade muito boa para o Brasil, uma vez que Portugal é a principal entrada dos brasileiros para a Europa e vice-versa, com aproximadamente 1,8 milhão de pessoas por mês que viajam por esta rota, sendo a maioria à lazer. E a TAP é líder nesse mercado e fundamental para atender a essa demanda”, disse.

O fundador da brasileira Azul propôs desembolso mínimo de 354 milhões de euros, especialmente para reforçar o caixa da companhia. Nesse valor, a compra das ações vai consumir pequena parcela: 10 milhões de euros. O outro concorrente era Germán Efromovich, controlador da Avianca.

A escolha da proposta de Neeleman foi confirmada durante reunião da cúpula do governo português nesta quinta-feira. O conselho de ministros usou três principais aspectos para a escolha do vencedor: reforço de capital, projeto estratégico e valor da transação. Com a operação, o consórcio liderado pelo empresário terá 61% da TAP. Além de Neeleman, o empresário português Humberto Pedrosa, ligado ao grupo Barraqueiro, faz parte do consórcio.

A TAP acumulou dívidas milionárias nos últimos anos, o que diminuiu substancialmente o capital da empresa. Por isso, o consórcio vencedor propõe injetar no curto prazo cerca de 340 milhões de euros na empresa. “O capital será aportado de diversas formas, mas tudo será feito em dinheiro”, disse o secretário de Transportes do governo português e responsável pelo processo de privatização, Sérgio Monteiro. “A oferta vencedora apresenta mais dinheiro e mais cedo para fazer face aos desafios de tesouraria. Esse valor de capitalização está assegurado”, disse Monteiro.

Como a grande despesa será na capitalização, o valor que ingressará no caixa do governo português com a venda das ações será de 10 milhões de euros ou 2,84% do valor global da oferta. “O valor é reduzido, mas é importante. É um valor positivo e não negativo”, disse Monteiro, ao comentar que avaliações mostravam que, mesmo com o reforço de capital exigido na licitação, a TAP teria valor econômico negativo entre 36 milhões de euros e 140 milhões de euros.

A oferta do consórcio vencedor prevê ainda que, conforme o resultado financeiro da aérea em 2015, o total a ser desembolsado por Neeleman e os demais acionistas pode ser maior. No limite, esse montante poderia chegar 488 milhões de euros, sendo que a parcela destinada ao governo poderia alcançar até 140 milhões de euros.

Monteiro não detalhou a proposta derrotada do controlador da Avianca. A imprensa local, porém, afirma que a proposta de Efromovich previa pouco mais de 250 milhões de euros em dinheiro para o capital da companhia e o restante da capitalização da TAP seria feita indiretamente através da compra de novos aviões. Efromovich propunha 50 aviões novos e o consórcio vencedor promete 53 novas aeronaves.

Agência Estado

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