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Qualidade da água nos pontos de captação dos rios Piracicaba e Corumbataí varia de ruim a péssima

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Rio Piracicaba, na cidade de Piracicaba
Rio Piracicaba, na cidade de Piracicaba

A qualidade da água nos pontos de captação para abastecimento público dos rios Piracicaba e Corumbataí varia de ruim a péssima.

A avaliação foi feita pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e publicada no relatório anual de qualidade das águas superficiais na semana passada.

As medições foram feitas em 2014. No período, esses dois ‘corpos’ d’água registraram mortandade de peixes devido à poluição aliada à baixa vazão e consequente queda na concentração de oxigênio.

De acordo com o relatório, no ponto de captação do rio Piracicaba, a água é avaliada como péssima pelo sexto ano consecutivo. “Os três pontos classificados na categoria péssima em 2014 — Rio Capivari, Rio Piracicaba e Rio Cotia — já haviam sido classificados nessa categoria nos últimos cinco anos devido a influência do potencial de formação de Trihalometanos (compostos resultantes do processo de tratamento de água) e, nos dois últimos pontos, da classificação na categoria Ruim do IQA (Índice de Qualidade da Água)”, traz o relatório. Já no rio Corumbataí, que abastece 90% da cidade, a água foi avaliada como ruim.

O Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) informou por meio da assessoria de imprensa que tem conhecimento da baixa qualidade da água. O órgão garantiu, no entanto, que a água destinada ao abastecimento público é potável.

“O Semae atende os padrões de qualidade da água, tornando-a potável, sendo acompanhado, monitorado e fiscalizado, conforme prevê a Resolução nº. 17 da Agência Reguladora Ares PCJ (Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí)”, informou.

Para tanto, são gastos anualmente R$ 5,1 milhões em produtos químicos. O órgão cobrou tratamento de esgoto das demais cidades que integram a bacia PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí).

Além do lançamento de esgoto, o Estado de São Paulo foi intensamente afetado no ano passado pela estiagem. Essa condição resultou na falta de oxigenação das águas com a consequente morte de peixes e a bacia PCJ foi a mais afetada. Foram 50 registros de mortandades no período. Apenas no rio Piracicaba foram quatro ocorrências registradas — uma em Limeira e três em Piracicaba.

Os casos foram verificados no dia 12 de fevereiro, 24 de abril, 13 de agosto e 17 de outubro. No rio Corumbataí houve um registro de mortandade em 27 de setembro.

As espécies de peixes mais afetadas foram Dourado, Mandi, Curimbatá, Piava, Piaus e Cascudo.

Para realizar o estudo, a Cetesb divide o Estado de São Paulo em 22 UGRHIs (Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos). No total, são 408 pontos de monitoramento de água superficial.

Para a professora de ecologia Silvia Regina Gobbo, da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), a situação é bastante preocupante, principalmente pela condição do rio Corumbataí, que não sofre interferência do Sistema Cantareira. “Por conta da insegurança hídrica do rio Piracicaba, se olha pouco para o Corumbataí”, disse.

Ela explica que o rio tem uma extensão menor e pouca capacidade de se recuperar. De acordo com a professora, é preciso verificar a carga de esgoto lançada e estudar o impacto das práticas agrícolas na poluição da água. “É um sinal de alerta”, afirmou.

Com informações do Jornal de Piracicaba

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