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Agência das Bacias PCJ cria grupo de prevenção à estiagem

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Rio Piracicaba - Foto: Claudinho Coradini/JP
Rio Piracicaba – Foto: Claudinho Coradini/JP

Com o objetivo de minimizar possíveis danos provenientes de uma nova estiagem, um trabalho realizado pela Agência das Bacias PCJ (Bacias Hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) vai monitorar o nível dos mananciais no período da seca, que se estende de março a setembro.

Para isso, foi criado o ‘GT- Estiagem 2015’ (Grupo Técnico Estiagem 2015) que, junto de representantes das empresas de saneamento, indústrias e setor rural, acompanhará, em tempo real, o comportamento das vazões, reservatórios locais e do Sistema Cantareira.

De acordo com Sergio Razera, presidente da Agência, o acompanhamento vai possibilitar a tomada de decisões diante de situações adversas.

“Pretendemos organizar o acesso à água dos nossos mananciais evitando o ‘salve-se quem puder’, ou seja, a retirada indiscriminada da água sem se preocupar com os outros usuários. Este grupo de trabalho vai definir as atividades e estratégias para enfrentamento desse período crítico”, disse.

Razera afirmou que, até o momento, o cenário hídrico na região é menos grave que o enfrentado no mesmo período do ano passado.

“Por enquanto, em muitos postos de monitoramento, as chuvas registradas até o mês de maio mostram uma melhora em relação ao mesmo período de 2014. Com destaque para os meses de fevereiro, março e maio, que tiveram médias acima dos registros históricos. Outro fator relevante é o fato dos reservatórios do Sistema Cantareira estarem, atualmente, em condições muito piores, se comparados ao mesmo período de 2014”, afirmou.

Para minimizar os danos da seca prolongada, os Comitês PCJ e a Agência das Bacias PCJ estão investindo os recursos provenientes da cobrança pelo uso das fontes hídricas em ações que possibilitem a diminuição do desperdício.

“Promovemos ações de combate às perdas físicas de água nos sistemas de distribuição de água dos municípios, ações de tratamento dos esgotos, recuperação e proteção dos mananciais. Essas ações já somam diretamente mais de R$ 500 milhões nos últimos dez anos e resultam em melhorias no tratamento de esgotos, atingindo, em 2014, 72% de esgoto tratado nas Bacias PCJ”, disse.

O dirigente afirmou que os prejuízos sociais e econômicos da estiagem podem ser tão significativos quanto os danos ambientais.

“A falta de água nas casas, nos hospitais, escolas, na agricultura e na produção industrial, tem invariavelmente como consequência, o desemprego. Vivenciamos esta situação no ano passado e estamos trabalhando com os representantes dos serviços de saneamento dos municípios, das indústrias e dos produtores rurais para amenizar estes efeitos negativos nas Bacias PCJ”, afirmou.

Razera destacou a importância do rio Piracicaba para a população local.

“Quando falamos em importância social e ambiental, guardadas as devidas proporções e as diversas metodologias de avaliação, podemos afirmar que para nós, piracicabanos, o rio Piracicaba e o seu afluente, o rio Corumbataí, são os rios mais importantes do mundo, pois são eles que garantem o nosso desenvolvimento econômico e qualidade de vida”, afirmou.

Com informações do Jornal de Piracicaba

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