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Com 44,5 mil casos, Campinas tem a maior epidemia de dengue na história

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Números foram divulgados pelo centro de Vigilância Epidemiológica de SP.
Coordenador diz que prioridade é interromper transmissão no 2º semestre.

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Campinas registra a maior epidemia de dengue na história com 44.528 casos, segundo estatísticas preliminares do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do estado de São Paulo. O número de infectados até agora é 5,71% superior ao total de 2014, quando foram 42.122. A atualização dos dados pela ocorreu na segunda-feira (1).

O balanço anterior do governo paulista, divulgado em 27 de maio com dados contabilizados até a primeira quinzena daquele mês, apontava 38.039 casos de dengue. Desde janeiro, sete pessoas morreram por complicações provocadas pelo vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti em Campinas.

Distribuição

Entre os registros da metrópole estão 43.905 autóctones (adquiridos no município), além de 623 importados (quando o paciente é infectado em outra cidade). No ano passado, Campinas foi a cidade brasileira com mais casos, segundo o Ministério da Saúde. Dez morreram.

Situação grave

Para o coordenador do programa de controle de arboviores de Campinas, André Ribas, os números deste ano demonstram continuidade da epidemia que começou em 2014. Segundo ele, os trabalhos de prevenção e combate ao mosquito transmissor devem ser reforçados.

“A situação é grave. A gente vai ter que trabalhar muito para tentar interromper a transmissão do vírus durante o segundo semestre e acabar com a epidemia. No ano passado, o número de casos diminuiu, mas ainda era superior à média histórica. A grande prevenção se faz no segundo semestre, temos de começar o próximo ano com controle da situação”, explicou.

Ribas frisou também que a população deve continuar as ações para evitar proliferação do mosquito, também vetor da Zika vírus, a “prima da dengue”, e da chikungunya.

“A chance do Zika vírus circular em Campinas é muito grande, em virtude da proximidade com Sumaré [onde foi registrado o primeiro caso do estado]. Na região ainda não há circulação da chikungunya, mas precisamos controlar o vetor”, explicou. Segundo o CVE-SP, sete casos de chikungunya foram registrados em cidades paulistas de janeiro até 30 de abril.

Diante do elevado número de casos de dengue, o médico defendeu, contudo, a qualidade da assistência ao mencionar que o município minimizou o impacto da epidemia em relação ao número de mortes. “É um número baixo pela quantidade de casos. Há cidades que tiveram menos registros, mas a quantidade de óbitos foi maior”, destacou o epidemiologista.

Redução

O número de casos de dengue teve crescimento menos acentuado em maio, de acordo com o CVE. Foram 1.491 infectados (20 deles importados), contra 11.878 durante o mês de abril (179 importados no total).

Neste ano, o pico da epidemia ocorreu em março, quando 22.852 (386 importados) foram infectados pelo vírus. (Veja mais sobre a dengue no vídeo acima).

As duas maiores epidemias de dengue na história de Campinas elevaram gastos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com auxílios-doença pagos aos trabalhadores infectados pelo vírus e que precisaram ser afastados das funções para tratamento. Além disso, houve impacto no serviço público.

Embora os planos de saúde contemplem quase 56,6% da população, segundo a agência reguladora do setor (ANS), 81% da demanda relacionada à doença foi tratada pelo SUS.

Medidas antidengue

Para tentar suportar a demanda, a prefeitura montou alas especiais em unidades de saúde para atender pacientes com suspeita de dengue e também tornou a prevenção à doença um assunto de responsabilidade de diversas secretarias. O Exército e guardas municipais também passaram a atuar no combate aos focos do mosquito transmissor no município.

Campinas contratou ligações automáticas para dar dicas de prevenção aos moradores, passou a distribuir materiais pedagógicos em escolas da rede e faz nebulização de imóveis com apoio do estado. A Prefeitura ressaltou, ainda, que removeu ao menos 420 toneladas de entulho desde 2013 e citou a sanção da lei que obriga proprietários a conservarem imóveis.

Explicações

Para explicar os dois maiores surtos de dengue da história em Campinas, a Prefeitura argumentou, por meio de nota divulgada em maio, que houve uma progressão em todo o Brasil. “Entre estes fatores constam a situação climática, já que fez mais calor nos últimos meses do que a média histórica registrada no mesmo período nas décadas anteriores.”.

A escassez de água também foi apontada como um dos motivos para alta de casos. De acordo com a Secretaria de Saúde, a situação levou os moradores a estocarem o recurso em reservatórios sem proteção, que passaram a servir de criadouro do mosquito.

Com informações do G1 Campinas e Região

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