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Na contramão, Honda aumenta jornada para atender a demanda

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Funcionários que atuam na planta de Sumaré trabalham quase 2 horas a mais por dia para dar conta da produção

Funcionários que atuam na planta de Sumaré trabalham quase 2 horas a mais por dia para dar conta da produção
Funcionários que atuam na planta de Sumaré trabalham quase 2 horas a mais por dia para dar conta da produção

Na contramão das concorrentes, que demitem e dão férias coletivas para amenizar os efeitos da retração na indústria automotiva, a fábrica da Honda em Sumaré tem trabalhado com horas extras para dar conta da produção do HR-V, utilitário lançado neste ano pela montadora japonesa. Trabalhando quase duas horas a mais por dia, funcionários da montadora tentam bater a meta de aumentar a produção de 540 para 647 carros diariamente.

Na fábrica de Sumaré, onde estão empregadas 3,2 mil pessoas, a linha de montagem é unificada para todos os quatro modelos feitos na planta – Fit, Civic, City HR-V. O utilitário representa quase metade da produção em Sumaré. As vendas da marca aumentaram 15% no primeiro quadrimestre, enquanto o mercado registrou queda de 18,4%.

Durante a primeira quinzena de maio, o HR-V bateu com folga seus concorrentes. Emplacou 2.304 unidades enquanto o Ford EcoSport apareceu em segundo lugar, com 1.341 unidades vendidas. Para o utilitário japonês, há fila de 100 dias para o modelo top de linha (que custa aproximadamente R$ 88,7 mil) e de um mês para o mais barato (cerca de R$ 70 mil).

O vice-presidente da Honda do Brasil, Carlos Eigi, afirmou esperar um crescimento de 15% na produção neste ano, ante as 127 mil unidades vendidas ao longo de todo o ano passado. As vendas devem crescer na mesma proporção. Segundo o executivo, a renovação da linha de produtos, a introdução dos novos Fit e City, a nova motorização do Civic e a chegada do HR-V são os principais motivos do desempenho positivo da marca.

A empresa investiu R$ 250 milhões nos últimos meses para a produção do HR-V e em novos equipamentos, como robôs para a linha de pintura de peças plásticas, para reforçar a produção de componentes que serão enviados para a fábrica de Itirapina, ainda em construção, cujo projeto exigiu investimentos de aproximadamente R$ 1 bilhão, segundo dados fornecidos pela própria montadora japonesa.

Apesar do mau momento vivido pelo setor automobilístico nacional, outras montadoras asiáticas com plantas espalhadas pelo País também trabalham para se manter fora da crise. A também japonesa Toyota opera com duas horas extras por dia nas fábricas de Indaiatuba e Sorocaba e registra aumento nas vendas neste ano em comparação com o passado. A coreana Hyundai opera em três turnos e não adotou cortes de produção.

Agência Estado

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