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Características da região estimulam empreendedor

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Vista aérea do centro de Campinas
Vista aérea do centro de Campinas

Para cada 15 habitantes da RMC (Região Metropolitana de Campinas) há uma empresa aberta. A proporção, levando-se em conta dados do Sebrae (Serviço Apoio Às Micros Empresas São Paulo), supera em muito a média nacional, de uma empresa para cada 31 habitantes. Para economista, a posição da região facilita a logística e é um grande estímulo à chegada do setor industrial, o mais forte na economia local.

A prosperidade econômica, a vocação para o setor de serviços e a conurbação, que atrai consumidores e clientes de cidades vizinhas, tornam a região mais atrativa do que as outras para a abertura de novos negócios. O avanço das terceirizações também é visto por especialistas como um potencializador da área.

Segundo informações das prefeituras da região, há 195.335 empresas em funcionamento na RMC.

O número engloba de indústrias a microempreendedores individuais. De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a região tem 3.055.996 de habitantes. As cidades com o maior número de empresas, proporcionalmente ao de habitantes, são Vinhedo, Americana e Nova Odessa. No País, segundo pesquisa do Sebrae nacional, há 6,4 milhões de empresas para 204 milhões de habitantes.

Para o economista Laerte Martins, da Acic (Associação Comercial e Industrial de Campinas), além da posição logística estratégica da região, que estimula a indústria, a área de prestação de serviços e comércio completam, respectivamente, o tripé que sustenta a economia. Recentemente, disse ele, houve uma alta pelo grande número de pessoas saindo da informalidade.

“A partir de 2009, houve o boom de pessoas que tinham pequenos negócios saindo da informalidade, o que fez com que aumentasse a criação de empresas. A região tem também uma posição logística que atrai empresas na indústria”, avaliou.

O economista ainda destacou que estima que quase 80% das empresas são de micro e pequenos empreendedores. Wilson Orzari, 40, e a mulher Débora Leandro, 30, há um mês fazem parte desta estatística. O casal saiu das empresas onde trabalhava em Caçapava e se mudou para Americana para abrir uma franquia de paletas mexicanas, que está funcionando desde abril.

“Sempre tivemos o sonho de ter negócio próprio, diminuir o estresse e há um ano estudávamos oportunidades”, disse Orzari.

“Percebi que mesmo com a crise, as paletas são um mercado que ainda tem muito crescimento”, afirmou.

A escolha da cidade foi em função da prosperidade da região, que chamou a atenção do casal, além da baixa concorrência no setor em que atuam.

Conurbação influencia

O economista Francisco Crócomo, da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), vê o alto número de empresas na região como o reflexo da prosperidade econômica local, que cria novas oportunidades. O fato de as cidades serem muito próximas também ajuda, uma vez que isso leva os moradores dos municípios a circularem mais entre eles, apontou. “Valinhos, por exemplo, é muito próxima a Campinas e isso influencia para aumentar o número de consumidores”, disse.

Para Crócomo, também há um alto número de prestadores de serviço, também causado pelo crescimento da terceirização. “Há muitas empresas terceirizando diversas atividades, o que amplia o número de empresas, mas não necessariamente são uma coisa boa. A terceirização cria o risco de precarização das relações do trabalho e da qualidade do serviço”, afirmou o economista.

Para o contador Diego Antônio Berselli, a segmentação e prestação de serviço é uma oportunidade de ter o próprio negócio. Há dez anos comprador de uma empresa, Berselli está em processo de abertura de um negócio para prestar consultoria de compras para empresas.

A intenção é organizar, da mesma forma que fazem as empresas de grande porte, o sistema de compra tanto de produtos para venda, como para consumo do próprio empreendimento. “Tudo que fazemos é para nos dar bem profissionalmente, e um negócio próprio tem essa intenção. Vou continuar trabalhando em uma empresa paralelamente até poder viver só do meu negócio.”

Com informações do Jornal Tododia

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