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Campinas tem 30.324 casos de dengue em 2015

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Campinas confirmou 30.324 casos de dengue em 2015, até o dia 29 de abril, de acordo com o mais recente balanço sobre a doença divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde. Foram 1.422 ocorrências em janeiro, 6.056 em fevereiro, 18.944 em março e 3.902 em abril. Outros 3.023 estão sob investigação pelo Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa).

O levantamento aponta também a confirmação de mais três mortes de moradores de Campinas. São duas mulheres, uma de 46 anos e outra de 71, moradoras da região Sudoeste, e um homem de 97 anos, morador da região Leste. Tanto a mulher de 71 e quanto o homem de 97 eram portadores de doenças crônicas. Pessoas idosas e portadores de doenças crônicas têm maior risco de desenvolver formas graves de dengue e, consequentemente, maior risco de óbito.

Com estas novas confirmações de mortes, o município acumula até esta data (30 de abril) sete óbitos confirmados por complicações da doença. Outros três aguardam resultados de exames para confirmação ou descarte.

Historicamente, o período de janeiro a maio é o de maior incidência de dengue, por conta das condições climáticas que favorecem a proliferação do mosquito transmissor. É o chamado período sazonal.

Este ano, o Brasil registrou um aumento nos casos da doença em todo território nacional. No Estado de São Paulo, 95% dos 645 municípios registram transmissão, inclusive cidades do interior e da Região Metropolitana de Campinas enfrentam situação epidemiológica importante. Campinas está inserida neste contexto.

A Prefeitura de Campinas intensificou as ações intersetoriais de controle e prevenção da doença em todas as regiões da cidade. Dez setores da municipalidade, entre secretarias municipais, departamentos e autarquias estão diretamente envolvidos.

Balanço das ações contra a dengue na cidade:

– 420 mil toneladas de entulhos foram removidas desde 2013 pela Secretaria de Serviços Públicos;

– 22 mil caixas d’água foram teladas desde 2013;

– 3 toneladas de criadouros (potes, latas, garrafas, etc) são removidas diariamente pelas equipes de saúde;

– 740 proprietários foram intimados a fazer a limpeza de seus terrenos em 2015;

– 2.791 foram notificados a manter suas calçadas em ordem, desde 2013;

– 200 mil imóveis foram visitados pelas equipes de saúde desde 2014 para remoção de criadouros e para ações de educação e mobilização social;

– 42 mil imóveis foram nebulizados em 2015;

– 46 córregos e ribeirões foram limpos (manutenção e desassoreamento)

– 900 prédios públicos, entre escolas, centros de saúde e outros estão sendo vistoriados pela Sanasa para manutenção e telamento de caixas d’água;

– 52 mil alunos receberam revistas educativas com informações sobre dengue;

– O prefeito Jonas Donizette sancionou a lei que impõe aos proprietários de imóveis fechados obrigações relativas à manutenção e limpeza, de forma que as edificações fiquem livres de criadouros;

– A Secretaria de Saúde preparou a rede pública municipal de assistência do município para garantir atendimento qualificado a todos os pacientes com dengue, medida que impacta na redução dos casos graves e óbitos. Tal forma de organização foi, inclusive, citada como referência exitosa pelo coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Coelho. Segundo ele, Campinas é o melhor exemplo de organização da rede e sistematização de assistência aos pacientes com dengue no País. É prova de que é possível fazer o que tem que ser feito. A convite do Ministério da Saúde, este modelo de atendimento será apresentado para todo Brasil na próxima edição da Expoep (Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças).

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1 Comment

  1. maio 2, 2015 at 2:24 pm — Responder

    Minha mãe foi uma que também pegou Dengue, não é nada facil.
    Espero que isso se resolva rápido.

    Paulo

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