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Com investimento de R$ 2,8 milhões, Campinas ganha crematório

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Fachada do Crematório Municipal | Foto: Carlos Bassan
Fachada do Crematório Municipal | Foto: Carlos Bassan

Campinas conta, agora, com o segundo crematório público do Estado de São Paulo. Instalado em uma área de 600 metros quadrados, no Parque Nossa Senhora da Conceição (Cemitério dos Amarais), além de ser uma solução mais sustentável, a unidade ajuda a aliviar o problema de falta de espaço nos cemitérios.

O crematório conta com um forno e três câmaras frias. No espaço há também uma capela ecumênica, uma sala de velório, uma área para café e uma sala de estar.

A capacidade instalada vai permitir a cremação de até 12 corpos por dia. A cremação de um corpo, dependendo da estatura, leva em média uma hora.

Segundo o presidente da Setec – Serviços Técnicos Gerais, Sebastião Sérgio Buani dos Santos, num primeiro momento, a expectativa é atender a uma demanda mensal de 12 cremações.

No nosso levantamento, temos entre 12 e 15 corpos que são encaminhados para a Capital. Esse espaço deve receber a demanda de toda a região”, disse o presidente da autarquia.

O investimento no prédio e na aquisição dos equipamentos foi de aproximadamente R$ 2,8 milhões.

O valor da cremação gira em torno de R$ 1,3 mil.

Como funciona

No crematório, os corpos são submetidos a temperaturas de até 1.000°C. Os gases do processo descem até uma câmara secundária, por meio de uma passagem que os força para baixo. Dessa forma, não há risco de contaminação do solo e, por isso, o sistema é considerado uma opção ambiental melhor que o cemitério.

Antes de ser incinerado, a legislação determina que o corpo permaneça 48 horas dentro de câmaras frias. Depois disso é levado ao forno e, em 90 minutos, se torna cinza.

Do ponto de vista ambiental, a incineração é considerada menos impactante que o enterramento dos corpos, especialmente porque não tem o necrochorume como resíduo – um líquido composto por água, sais minerais e substâncias orgânicas, responsável pela contaminação do solo e aquíferos subterrâneos.

O cadáver fica infestado de bactérias, vírus e micro-organismos patogênicos com capacidade de infiltração no solo com ajuda da chuva, argumenta o servidor de carreira Erivelto Luis Chacon, Gerente do Serviço Funerário Municipal e responsável pelo crematório.

 

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