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Evitar diabetes, hipertensão e obesidade aos 45 anos garante até duas décadas a mais de vida

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Quem tem diabetes, hipertensão e obesidade na metade de sua quarta década de vida recebe o primeiro diagnóstico de insuficiência cardíaca entre 65 e 70 anos
Quem tem diabetes, hipertensão e obesidade na metade de sua quarta década de vida recebe o primeiro diagnóstico de insuficiência cardíaca entre 65 e 70 anos – Foto: Jo Christina Otehals/CC

Taquicardia, fadiga, dificuldade para respirar durante um esforço físico, muita tosse ao deitar, pernas e abdômen inchados. Estes são alguns dos sintomas da insuficiência cardíaca, condição caracterizada pela incapacidade do coração de bombear o sangue de forma adequada para todo o organismo.

Menos conhecida do que as arritmias e o enfarte, a doença é uma das que mais acometem pessoas acima de 65 anos – no Brasil, mais de 80% das internações de pessoas a partir dessa idade são por causa da patologia, que é altamente letal. Segundo cálculos da British Heart Foundation, 50% dos pacientes morrem entre um e cinco anos depois do diagnóstico.

Há tempos se sabe que o diabetes, a hipertensão e a obesidade debilitam o coração, enfraquecendo-o a ponto de comprometer a irrigação de órgãos e tecidos. Mas só agora os cientistas conseguiram mensurar, em anos, em quanto esses fatores de risco aceleram o aparecimento da doença. Um estudo inédito da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, a ser divulgado no próximo dia 14, no Congresso anual da Associação Americana de Cardiologia, concluiu que uma pessoa de 45 anos, diabética, hipertensa e obesa tem o primeiro diagnóstico de insuficiência cardíaca de 11 a 13 anos antes do que outra, da mesma idade, que não têm essas três condições.

Para se ter uma ideia mais clara do que isso significa: quem tem diabetes, hipertensão e obesidade na metade de sua quarta década de vida recebe o primeiro diagnóstico de insuficiência cardíaca entre 65 e 70 anos. Pacientes sem essas condições, só entre 80 e 82 anos. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores criaram os resultados de quatro estudos longitudinais com ao todo 18.280 pessoas, realizados no decorrer dos últimos 40 anos. “Apesar de todos os avanços no tratamento e na prevenção das doenças cardíacas, a associação entre esses fatores de risco e a incapacidade do coração de bombear sangue corretamente se manteve estável”, disse o cardiologista Farh Ahmad, responsável pelo trabalho.

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