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Campinas divulga novo balanço de casos de dengue, com números de fevereiro

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Tabela com números atualizados da dengue | Foto: Divulgação Saúde
Tabela com números atualizados da dengue | Foto: Divulgação Saúde

A Secretaria de Saúde de Campinas informou, na tarde desta quarta-feira, 4 de março, que foram confirmados 614 casos de dengue na cidade em janeiro e 274 em fevereiro. O Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) tem, ainda, 873 casos em investigação – que aguardam resultados de exames laboratoriais para a confirmação ou descarte – com início de sintomas em janeiro e 2.422 casos em investigação referentes a fevereiro. Não há registros de morte. O município não tem casos notificados de chikungunya.

Os meses de janeiro a maio, historicamente, são os de maior incidência da dengue, por conta do calor e das chuvas, sendo o pico em abril.

Este ano, as autoridades sanitárias ressaltam que a situação conta com outros fatores favoráveis à dengue. Houve um aumento de mais de 57% das notificações de dengue em todo o País no mês de janeiro. Além disso, muitos municípios paulistas e da região de Campinas enfrentam epidemia da doença.

Tudo isto pressiona a ocorrência de dengue em Campinas.

Incidência da doença por regiões do município | Foto: Divulgação Saúde
Incidência da doença por regiões do município | Foto: Divulgação Saúde

Somado a esse quadro, ainda há a situação climática, já que a temperatura ficou mais alta nos últimos meses do que a média histórica registrada no mesmo período nas últimas décadas. Outro determinante é a a escassez de água, situação que levou as pessoas a estocarem o produto em reservatórios domésticos que podem servir de criadouros para o mosquito da dengue.

A Secretaria de Saúde de Campinas informa que está alerta a todos estes determinantes, com equipes preparadas para a assistência aos pacientes.

Sendo assim, nesta terça-feira, dia 3, o secretário de Saúde de Campinas, Carmino Antonio de Souza, reuniu-se com representantes dos hospitais públicos e privados da cidade. O objetivo do encontro foi reforçar a necessidade de todos garantirem que seus profissionais estejam preparados para o diagnóstico e o tratamento precoces dos casos.

Além disso, em algumas unidades de saúde já foram abertas salas específicas para o atendimento de dengue. Esta medida pode ser estendida para outros serviços, conforme a necessidade. A Secretaria de Saúde ainda fez o aporte de insumos e de recursos humanos, iniciativa que também será acionada conforme a necessidade.

A Prefeitura reforçou, ainda, as ações de prevenção e controle. Está sendo desenvolvido um trabalho intersetorial de organização e limpeza da cidade e mobilização da comunidade, inclusive antecipando-se a este período da sazonalidade – os meses de maior incidência da doença.

As ações de prevenção e combate incluem:

Criação do Comitê Gestor Municipal de Prevenção e Controle da Dengue e Chikungunya, espaço que potencializa de forma intersetorial as ações de combate à doença. Participam deste fórum as Secretarias de Chefia de Gabinete, Saúde, Educação, Serviços Públicos, Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Recursos Humanos, Administração, Comunicação, além da Defesa Civil e da Sanasa;

Contratação de serviços complementares para as atividades de campo, especialmente para nebulização e telamento de caixas d´água. Todo o trabalho de nebulização e telamento de caixas d’ água é indicado e supervisionado pelas equipes de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, de acordo com áreas de risco e ocorrência de casos;

Trabalho intersetorial com a Secretaria de Educação, por meio de ações de educação, informação e mobilização social nas escolas. Para isto, foram capacitados todos os representantes das Naeds (Núcleo de Ação Educativa Descentralizada) e diretores de educação infantil e fundamental, que serão multiplicadores em seus territórios;

Intensificação do trabalho intersetorial com a Secretaria de Serviços Públicos para limpeza e organização da cidade, por meio de mutirões e remoção de criadouros. Desde 2013, foram removidas 420 mil toneladas de entulhos em todos os bairros da cidade. Foram 174.923 em 2013, 211.725 em 2014 e, em 2015, 386.647;

Reforço na parceria com a Sanasa, para atuação, inclusive, em relação às caixas d´água e nas ações de mobilização social, por meio dos seus leituristas e outros profissionais que atuam em campo;

Capacitação das equipes das redes pública e privada de saúde no sentido de formar uma rede sensível e competente para suspeição, notificação, atendimento e acompanhamento dos pacientes. Capacitação, em parceria com a Sucen, de equipes de trabalho de campo;

Sensibilização das secretarias municipais e autarquias para a questão da dengue, no sentido de eliminação de criadouros nos equipamentos próprios da Prefeitura. Equipes da Defesa Civil foram capacitadas;

Revisão e adequação das estratégias de informação, comunicação e mobilização social;

Parceria com o Exército, para colaboração nas ações de controle;

Realização da investigação de casos, com busca ativa, remoção de criadouros, ações de orientação e educação em saúde;

Reorganização interna dos Centros de Saúde mais afetados, para permitir maior agilidade na assistência aos casos;

Reorganização do fluxo com o Laboratório Municipal, para permitir maior agilidade nos exames complementares para dengue (hemograma);

Atuação dos técnicos nos pontos de risco (ferros velhos, borracharias, cemitérios etc) e nos imóveis especiais (escolas, hospitais);

Todas as ações para o controle do vetor da dengue têm impacto na prevenção da chikungunya. As duas doenças são transmitidas pelo mesmo vetor (o mesmo mosquito) – o mosquito Aedes.

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