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Saída de animais do Bosque é meta

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O CMPDA (Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais) de Campinas elaborou um relatório técnico para cobrar a retirada dos animais do zoológico do Bosque dos Jequitibás durante as obras de reforma. Uma das alternativas é transferir os animais para santuários – locais que abrigam e cuidam de animais resgatados, vítimas de algum tipo de violência ou exploração, sem visitação pública.

Na última semana, o CMPDA criou uma petição on-line para angariar assinaturas de entidades representativas dos animais, e ativistas da causa com objetivo de pressionar a prefeitura para acatar a reivindicação do conselho. Até ontem, 160 pessoas haviam aderido ao abaixo-assinado. O endereço eletrônico para assinar a petição é o:

No relatório técnico, há dois eixos centrais para cobrar a retirada dos animais do Bosque: a própria condição de vida dos animais, privados de liberdade e utilizados para exibição pública. E o ambiente de Mata Atlântica em que estão inseridos.

O estudo enfatiza a necessidade de o zoo receber apenas animais mutilados e que não tenham condição nenhuma de vida fora do cativeiro.

“O zoológico não deveria receber animais que não sejam portadores de deficiências físicas permanentes e estejam saudáveis. Seria uma forma de educar as crianças sobre as intervenções humanas na natureza” ressaltou o coordenador do estudo, Luis Alberto Prado Ramasco.

O relatório destaca a quantidade excessiva de sombra para alguns animais e o ambiente úmido, o que poderia fazer mal à saúde dos bichos.

“Não é saudável um leão, típico das savanas, morar em uma área de Mata Atlântica. Muito menos um tamanduá ou siriema, que vivem no cerrado. São terrenos e climas extremamente diversos. Além do estresse que eles vivem por serem as ‘vedetes’ do local”, afirmou Ramasco.

O conselheiro acredita que campanhas educativas ou visitas monitoradas no Bosque não seriam suficientes para mudar a relação de submissão a que os animais sofrem. “Seria indiferente. Desenvolve o antropocentrismo do mesmo modo. Os animais continuam privados de suas liberdades e vivendo em jaulas minúsculas”, explicou.

O relatório se baseia na Pedagogia Waldorf, a qual afirma que uma criança não terá qualquer entendimento claro da natureza na observação de um animal em cativeiro.

Bosque dos Jequitibás

O zoológico possui cerca de 300 espécies de aves, répteis e mamíferos. O Bosque dos Jequitibás é uma das mais antigas áreas de lazer da cidade, visitada anualmente por cerca de 1 milhão de pessoas. A área possui 10 hectares de mata atlêntica nativa. Em janeiro começou a ser executado o projeto de reforma do parque. O investimento é de R$ 1,4 milhão, para construção de praça de alimentação e substuição do alambrado e calçadas internas e externas.

Com informações do Jornal destak

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