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Fábrica ‘antidengue’ fecha o 1º contrato

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A primeira fábrica brasileira voltada exclusivamente para a produção do mosquito da dengue modificado geneticamente para não deixar descendentes fechou na semana passada a primeira parceria com prefeitura para desenvolver o projeto. A empresa fica localizada em Campinas. A cidade que a contratou ainda não foi divulgada. A RMC (Região Metropolitana de Campinas) teve confirmada, anteontem, a primeira morte em decorrência da doença neste ano.

A técnica patenteada pela Oxitec para modificar insetos é conhecida como RIDL (do inglês, Liberação de Insetos que Carregam um Gene Letal Dominante) e recebeu autorização de uso prático há poucos dias.

A coletiva para anunciar o contrato à imprensa será realizada amanhã, quando será apresentada a cidade e a metodologia de trabalho. De acordo com a assessoria de imprensa da Fábrica Oxitec, imediatamente após o anúncio, a área escolhida para ser tratada com os mosquitos será visitada.

Na primeira fase do projeto, chamada de engajamento público, colaboradores da Oxitec e agentes de saúde começarão a informar os moradores sobre o projeto. A tecnologia, criada pela empresa britânica Oxitec, tem como objetivo diminuir a população de Aedes aegypti na natureza e reduzir a incidência da dengue.

Os mosquitos transgênicos da Oxitec têm um gene extra em seu DNA que impede que seus descendentes cheguem à fase adulta. Eles morrem ainda na fase de larva ou pupa (quando estão no casulo).

O método tem como objetivo soltar na natureza apenas os machos transgênicos, para que eles copulem com as fêmeas selvagens, sem resultar em descendentes adultos. Apenas os machos são soltos porque não picam. A fábrica tem capacidade para produzir 2 milhões de mosquitos por semana.

Dengue na região

Sumaré, onde foi confirmada anteontem a primeira morte por dengue na RMC neste ano, registrou 1.640 notificações – casos suspeitos – de dengue até o dia 14 de fevereiro, aumento de 132,9% em relação à semana anterior.

Outra cidade que teve aumento relevante no mesmo período foi Campinas, com alta de 48,3% (de 1.585 para 2.350). Já Hortolândia registrou aumento de 85,6% em cinco dias (do dia 20 ao dia 25 deste mês) – alta de 598 para 1.110 notificações.

Com informações do Jornal Todo Dia

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