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Atraso em novo terminal do Aeroporto de Viracopos chega a nove meses

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Crescimento chegou a 12,81% em relação ao mesmo período do ano passado e foi impulsionado por voos internacionais
Novo terminal do aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas

O pano úmido tenta retirar a poeira que cobre os poucos bancos esparramados do que seria o novo terminal de passageiros do aeroporto internacional de Viracopos, em Campinas (São Paulo).

Porém, com obras atrasadas há nove meses e operando em um terço da área destinada para até 25 milhões de pessoas ao ano, o terminal funciona parcialmente.

Funcionários do local afirmam que as obras estão em ritmo lento após a empresa UTC –uma das três que formam o consórcio que administra o aeroporto– ter sido envolvida na Lava Jato, operação que apura um esquema de corrupção da Petrobras.

As fontes de financiamento secaram e há dificuldades em concluir as obras, segundo os funcionários.

A construção chegou a ter 9.000 operários em três turnos até meados do ano passado. Hoje, são cerca de 400.

A previsão inicial de entrega das obras era maio do ano passado. Mas o terminal, orçado em R$ 2 bilhões, está incompleto. Tapumes e paredes de gesso dividem os outros dois terços do terminal.

Na área aberta aos passageiros, o piso é provisório, não há forro e as instalações para ar condicionado não estão prontas. Dos três acessos para embarque, apenas um está em funcionamento.

Por causa dos atrasos e do descumprimento do contrato, a concessionária Aeroportos Brasil “” Viracopos S.A. foi autuada, em julho de 2014, pela Anac (agência do setor).

Na época, apresentaram um novo cronograma para dezembro de 2014, mas vistoria feita nos dias 23 e 24 de fevereiro mostrou que o terminal ainda não estava pronto.

A multa por descumprimento do contrato pode chegar a R$ 170 milhões, mais R$ 1,7 milhão por dia de atraso na obra. A Anac também apura descumprimento do prazo para entrega de dados contábeis da concessionária.

Além da UTC, integram o consórcio a Triunfo Participações e Investimentos e a francesa Egis Airport Operation. Eles venceram o leilão de R$ 3,8 bilhões para administrar o aeroporto por 30 anos e fazer investimentos de R$ 9,5 bilhões no período.

Segundo a Secretaria de Aviação Civil, empresas envolvidas na Lava Jato cogitam venda das participações, com objetivo de realizar ativos para ter fluxo de caixa.

OUTRO LADO

O consórcio Aeroportos Brasil “” Viracopos S.A. informou que o terminal está com 95% da obra concluída e que aguarda análise do BNDES sobre novo pedido de empréstimo, “que possibilitará que a obra possa ser concluída mais rapidamente”.

O consórcio informou ainda que o fato de a UTC estar envolvida na Lava Jato não prejudica a obtenção de recursos para a conclusão das obras. Já a UTC não quis se manifestar sobre o assunto.

A prática do BNDES para qualquer empréstimo é avaliar seus riscos. O banco informou que não se manifesta sobre a análise.

Segundo o aeroporto, há obras internas em parte do saguão central de passageiros e nos píers B (voos domésticos e internacionais) e C (domésticos). Apenas o píer A funciona. A assessoria disse ainda que a obra passou por alterações no projeto para aumentar a capacidade de passageiros para 25 milhões/ano.

Com informações da FSP

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