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Estudantes relatam abusos sexuais para a CPI dos Trotes

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 Estudantes da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) fizeram novas acusações sobre práticas violentas feitas durante os trotes aplicados por veteranos do curso de medicina na audiência de ontem da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Trotes Universitários. No depoimento, no auditório da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), os universitários narraram até casos de assédio sexual.

Ao todo, 12 pessoas, entre universitários de diferentes anos de medicina e ex-alunos, foram recebidas pelo presidente da CPI, deputado estadual Antônio Diogo (PT). Atuando como representante dos acadêmicos, a estudante do 6º ano, Natália Albertini dos Reis, afirmou que as piores agressões acontecem durante as festas de recepção, citando a Calomed e Intermed dos anos de 2010.
Casos de assédio sexual, cusparada de cerveja nos calouros, agressões físicas e ingestão de álcool forçada, algumas “batizadas” com drogas como anfetaminas, foram reveladas pelos estudantes durante a audiência.
Segundo Natália, “não é certo falar que um calouro escolheu participar do trote, pois ele é levado a acreditar ser essa a única opção”. Os ingressos para festas também eram vendidos como comemoração pela entrada na faculdade, como parte do kit calouro.
Grupo de Kilt
Entre os apontados por Natália e pela acadêmica Brunely Silva Galvão, também do 6º ano, como os estudantes mais violentos está um grupo da medicina que usa kilt, as saias tradicionais escocesas. Natália foi alertada por uma veterana para se manter longe desse grupo.
Para Brunely, a violência corriqueira “reproduz a hierarquia da carreira, que, se não é seguida, resulta em prejuízos à carreira”.
Natália afirmou que muitos estudantes gostariam de depor, mas temem represálias, “pois o preço que os denunciantes pagam é alto”.
Ainda segundo ela, a perseguição se estende à residência quando alguns professores discriminam e humilham os que denunciaram trotes em frente aos pacientes.
Jornal Todo Dia
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