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Sousas: Grupo se mobiliza por retomada de rua

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Ideia é usar trecho ocupado por empresa como alternativa de trânsito e mais opções de estacionamento

Trecho ocupado pela Coletivo Pádova: empresa diz que não recebeu pedido para devolver a rua ainda - Foto: Paulo Planta
Trecho ocupado pela Coletivo Pádova: empresa diz que não recebeu pedido para devolver a rua ainda – Foto: Paulo Planta

Paulo Planta

A Coletivos Pádova, concessionária do sistema público de transportes de Campinas, terá que devolver uma rua que cercou com telas e faz uso particular, no distrito de Sousas, em Campinas. Pelo menos é o que exigem moradores, comerciantes, turistas e até o padre, que assinaram um abaixo-assinado pedindo a liberação da via. A ideia é usar o trecho ocupado pela empresa como alternativa de trânsito e mais opções de estacionamento na região central do distrito.

A liberação da Rua Antonio Franco Salgado Júnior seria uma opção para moradores da região onde ficam o loteamento de alto Padrão Jardim Botânico, bairro Jardim Martinelli, além de sócios do Clube de Regatas e Natação e usuários do 12º Distrito Policial. Hoje, quem precisa sair dessa região tem apenas a rua Siqueira Campos, que passa ao lado da Igreja de Sant’Ana, como alternativa. Se aprovada, a nova opção de trânsito vai ligar a Rua Humaitá, no trecho que fica atrás da Pádova, à Avenida Coronel Alfredo Augusto Nascimento, que é a continuação da Rodovia Heitor Penteado e Avenida Antonio Carlos Couto de Barros, a principal via do distrito.

O abaixo-assinado é coordenado pelo gabinete do vereador Luiz Henrique Cirilo (PSDB). O documento, segundo ele, vai ser “usado como respaldo para o pedido de liberação da rua”. Com o abaixo-assinado, o gabinete do vereador vai encaminhar uma solicitação à Secretaria de Negócios Jurídicos, para que a Pádova seja notificada para liberar o local. “Com o pedido da população, a prefeitura deverá tomar as providências necessárias”, diz o vereador. A medida, diz Cirilo, vai ajudar a desafogar o fluxo do trânsito, que é muito complicado no distrito.

A Subprefeitura de Sousas também está empenhada na abertura da rua. Segundo o subprefeito Wander Villalba, foi encaminhado para a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) um pedido de estudos sobre a viabilidade das mudanças no trânsito. “Com esse estudo em mãos vamos entrar em contato com as secretarias envolvidas para providenciar as alterações”. 

O diretor da Pádova, Helio Bortolotto Júnior, disse à reportagem que libera a rua no momento em que isso for requisitado. “Ninguém falou com a gente ainda”, disse Bortolotto. Ele alega que fechou o trecho de rua a pedido dos moradores, que se sentiam incomodados com o tráfego gerado pelo acesso ao local, pela Rua Humaitá. Bortolotto afirmou que o trecho reivindicado é uma rua sem saída, que termina em uma área particular. A Secretaria de Planejamento, no entanto, fez um estudo e constatou que a área pública está conectada à Coronel Alfredo Nascimento.

Américo Ferreira de Camargo, morador do bairro Nova Sousas, é uma das pessoas que assinaram o abaixo-assinado. “Nem sei o motivo de fecharem aquela rua”, comenta. Para Camargo, o trânsito da região central de Sousas precisa de mudanças com urgência. “Todo o esforço para melhorar o trânsito é elogiável e, se existe uma alternativa, por que não lançar mão dela?”, questiona.

Mobilização em igreja

Um dos nomes que estão no abaixo-assinado é do padre Paulo Emiliano, responsável pela Paróquia de Sant’Ana. O documento chegou a circular pela igreja e tem a adesão de vários fiéis. “Tudo que for feito para desafogar o trânsito deve ser feito”, diz o padre. Segundo ele as medidas em estudo não representam a solução, mas que devem ajudar bastante. Os moradores que frequentam a missa na Igreja de Sant’Ana sofrem com trânsito caótico.

 Mudança pode evitar infrações no trânsito

Retomar a Rua Antonio Franco Salgado Júnior e realizar as obras necessárias para que seja destinada ao tráfego de veículos vai ajudar a resolver um problema crônico no trânsito de Sousas. Moradores do loteamento de alto Padrão Jardim Botânico, do Jardim Martinelli, frequentadores do Clube Regatas e usuários do 12º Distrito Policial terão uma opção a mais para acessar o centro de Sousas ou o distrito de Joaquim Egídio.

Hoje, quem sai da região onde estão esses bairros tem apenas a Rua Siqueira Campos como alternativa. Além de ser a única opção para esses motoristas e ser muito estreita, ela ainda é usada por frequentadores da Igreja de Sant’Ana e também como retorno para quem segue em direção a Joaquim Egídio, após passar a Praça Beira Rio. Isso provoca congestionamentos nos horários de pico, de missa e finais de semana.

O que muitos motoristas têm feito para contornar o problema é acessar a Rua Maria de Almeida Magalhães na contramão. Como a maioria dos motoristas usa a Monsenhor Emílio José Salin para chegar à região onde fica o Jardim Botânico, o acesso pela rua Maria de Almeida é relativamente pequeno. Quando percebem que não existem carros subindo, motoristas se aventuram na contramão. Nesse caso, o risco de acidente é grande. Outro problema é que com carros estacionados não há espaço para passar dois veículos. É comum ver os infratores causando um nó no trânsito e prejudicando quem está dirigindo de forma correta. Fiscais da Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) realizam blitze nesse ponto e aplicam multas, mas muitos motorista insistem em usar o trajeto proibido.

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