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Média de 37% da água captada pelos municípios das Bacias PCJ é desperdiçada

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Prefeituras, empresas, serviços de saneamento e a população devem reservar água da chuva para enfrentar a estiagem de 2015, que pode ser pior que a de 2014. Foto: M. Germano/JP
Prefeituras, empresas, serviços de saneamento e a população devem reservar água da chuva para enfrentar a estiagem de 2015, que pode ser pior que a de 2014. Foto: M. Germano/JP

Os 43 municípios que compõem as Bacias PCJ (Bacias Hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) desperdiçam em média 37% da água captada.

O índice está acima do preconizado pela ONU (Organização das Nações Unidas), de até 20% de perdas.

Piracicaba está entre os municípios com o maior índice, com 45% de perdas desde a captação até a distribuição na torneira dos consumidores.

São Pedro, Atibaia, Sumaré e Rio das Pedras são os municípios campeões de desperdício, com índice igual ou superior a 50%, segundo relatório de gestão das Bacias PCJ.

Já Limeira e Campinas figuram entre os municípios com os menores índices, com 15% e 19% de perdas respectivamente.

O índice do restante dos municípios varia entre 25% e 49%.

Reunião ontem na sede no Consórcio PCJ, em Americana, contou com a presença de representantes das empresas de saneamento da região, entre elas o Semae de Piracicaba, Sanasa de Campinas, Saae de Indaiatuba, Odebrecht de Limeira e Sabesp de Santa Bárbara D’Oeste, entre outras, para discutir a criação de um índice regional de perdas hídricas para os municípios da bacia.

Atualmente, a metodologia de cálculo de perdas de água varia de cidade para cidade e, segundo o Consórcio PCJ, os índices em posse da entidade estão defasados em cinco anos.

Os últimos dados de perdas hídricas fornecidos pelos municípios ao consórcio são de 2010, e foram cedidos durante a elaboração do Plano de Bacias.

A defasagem de cinco anos e a metodologia diferente em cada cidade dificultam a criação de metas regionais e políticas públicas para controle dos prejuízos.

De acordo com o secretário executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz, o objetivo da entidade com a criação da nova metodologia é reverter esse quadro e estabelecer um padrão geral para minimizar as perdas em toda a Bacia PCJ.

“Com a nova metodologia teremos informações reais sobre o índice de perdas de cada município e a partir disso poderemos buscar recursos para combater o desperdício. Não é vergonha que o município tenha perdas, essa preocupação não existia anos atrás quando tínhamos água em abundância. O foco agora deve ser com o que vamos fazer daqui para frente”, afirmou.

Lahóz comentou o alto índice de perdas d’água de Piracicaba.

“A cidade é pioneira em ações de revitalização da água. O que aconteceu é que o Semae priorizou investir em outras coisas nos últimos anos, como o tratamento de esgoto. Mas o prefeito Gabriel Ferrato (PSDB) reforçou no fim do ano passado que o foco em 2015 seria diminuir as perdas d’água e eu sei que esforços já estão sendo realizados nesse sentido”, disse.

Lahóz afirmou que um consultor foi contratado pelo consórcio para criar um questionário que foi enviado para as empresas de saneamento no fim do ano passado.

Apenas após receber as informações de todos os municípios, o consultor deverá criar a nova metodologia.

Tubulações de rede antigas com propensão a vazamentos e hidrômetros com mais de dez anos de uso, tanto das residências como das estações e reservatórios das autarquias, foram citados entre os ‘vilões’ das perdas hídricas durante a reunião.

“O ideal é usar critérios técnicos para descobrir quais são as redes mais antigas e problemáticas e captar recursos para trocá-las”, afirmou Lahóz.

A reunião de terça-feira (27/01) foi a primeira realizada com as autarquias gestoras dos recursos hídricos.

Mais dois encontros serão promovidos nos próximos meses para discutir o assunto e tirar dúvidas dos representantes das empresas sobre o levantamento.

Reserva

Durante a reunião, a entidade apresentou propostas como a criação de bacias de retenção de água às margens das rodovias para captação de água da chuva e pretende difundir ainda mais o uso de cisternas nas residências.

“A previsão meteorológica indica que teremos chuvas até o começo de abril. Precisamos encontrar maneiras de reter a água da chuva para aumentar a nossa sobrevida quando os reservatórios esgotarem”, afirmou Lahóz.

Jornal de Piracicaba

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