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Vazão cai e rios do PCJ entram em estado de restrição

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Rios que abastecem as cidades das bacias do Piracicaba, Capivari e Jundiaí tiveram grande queda nas vazões nesta terça

Rio Atibaia, no distrito de Sousas em Campinas-SP, nesta terça-feira, 20 - Foto: Renato César Pereira
Rio Atibaia, no distrito de Sousas em Campinas-SP, nesta terça-feira, 20 – Foto: Renato César Pereira

Os principais rios que abastecem as cidades das bacias do Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) tiveram grande queda nas vazões nesta terça-feira e entraram em estado de restrição. Caso as novas regras de operação das vazões estivessem em vigor, cidades abastecidas pelos rios Atibaia, Jaguari e Camanducaia, todos da área do PCJ, teriam de reduzir em 20% as captações de água para abastecimento público.

Campinas e outras 11 cidades da região utilizam as águas esses mananciais. O calor intenso e a irregularidade das chuvas causaram a queda nas vazões.

Em alguns pontos, como na captação acima de Paulínia, no Rio Atibaia, a vazão caiu para 2,69 metros cúbicos por segundo, mais baixa do que no auge da estiagem. O nível de restrição nesse ponto foi atingido quando a vazão chegou a 3,5 m3/s. 

As novas regras definidas pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE) do Estado de São Paulo preveem redução de 20% nas captações do Jaguari quando este, no ponto conhecido como Pires, tiver vazão igual ou menor que 2,5 m3/s. Nesta terça-feira, às 18 horas, a vazão era de 2,3 m3/s, segundo a rede de telemetria do Consórcio PCJ.

O Rio Camanducaia, na captação do Dal Bo, baixou para 1,26 m3/s, abaixo do limite para restrição, que é de 1,5 m3/s. Conforme a resolução, além da redução nas captações para abastecimento público, as captações para uso industrial devem ser reduzidas em 30%. 

O mesmo percentual de redução será aplicado nas captações para irrigação. As regras foram aprovadas em audiências públicas realizadas em dezembro. 

A resolução conjunta ANA/DAEE deveria ter sido publicada na primeira semana de janeiro. De acordo com a agência nacional, a resolução passou por ajustes finais e está pronta para ser publicada. 

Agência Estado

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