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Saúde alerta para o risco de leptospirose na época de chuvas

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A leptospirose, doença transmitida pela urina dos roedores contaminados com a bactéria leptospira, tem maior incidência nos meses chuvosos: de novembro a maio, com pico no mês de janeiro. Por isso, o Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde) da Secretaria de Saúde de Campinas, faz um alerta à população sobre as formas de prevenção e tratamento.

Os sintomas de leptospirose podem se confundir com outras doenças, por isso é importante a pessoa no atendimento referenciar o histórico de contato com situações de risco para a leptospirose nos últimos 30 dias, como contato com enchentes, inundações, enxurradas e lama; com córregos, lagos, lagoas, riachos e rios; e com áreas com presença de roedores. Febre alta, dores no corpo, dor de cabeça são alguns dos sintomas.

Em Campinas, foram registrados em 2012 47 casos, com três óbitos. Em 2013, foram 43 casos, com cinco óbitos e em 2014 41 casos com 1 óbito.

“Embora a leptospirose possa estar associada à atividade ocupacional e ocorra ao longo do ano, neste período o risco é aumentado devido à maior exposição a águas contaminadas com a bactéria”, afirma o médico infectologista Rodrigo Angerami, da Vigilância em Saúde (Visa) de Campinas.

Ambientes úmidos e quentes são propícios para a leptospira. A principal forma de contaminação é o contato com a urina, presente em esgotos e bueiros, que se mistura às águas das chuvas, enxurradas e lama de enchentes. A leptospira penetra no corpo através do contato com a pele.

“Por isso, quando for preciso passar por alguma área de enchente ou mesmo para fazer a limpeza após uma inundação, a pessoa deve colocar sacos plásticos nos pés ou usar botas de borracha”, recomenda Angerami.

Outros cuidados

A recomendação é que o lixo doméstico seja posto fora de casa, em local alto, pouco antes do caminhão de coleta passar. Buracos entre telhas, paredes e rodapés devem ser vedados.

Quintais, terrenos vagos e ruas devem ser mantidos limpos e os córregos sem entulhos e outros objetos. À noite, objetos de animais domésticos devem ser lavados e guardados. Terrenos baldios devem ser limpos, murados e livres de lixo.

A caixa d’água precisa ser mantida limpa e tampada e os canos com aparas que impeçam a subida dos ratos ao reservatório. O contato direto com as águas ou com a lama que sobrar das enchentes deve ser evitado sempre.

Chão, paredes, objetos caseiros e roupas atingidas pela enchente devem ser lavados com sabão e água sanitária (1 copo de água sanitária para 1 balde de 20 litros de água). Todos os alimentos e remédios atingidos pela inundação devem ser descartados. Se a caixa d’água foi invadida, evitar o uso desta água antes da desinfecção do reservatório.

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