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Esterilizador entra no terceiro ano sem utilidade

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Foto: Paulo Planta

“Não ligar enquanto não chegar o cesto”. O recado, escrito com caneta em um pedaço de papel branco na autoclave do posto de saúde de Sousas, é mais um capítulo de uma história que se arrasta há quase dois anos. O aparelho, que deveria ser usado na esterilização de material cirúrgico e odontológico, está quebrado desde o início de 2013.

Assim, a unidade de saúde entra no terceiro ano consecutivo sem a máquina. A situação é grave, se for levado em consideração o fato de que, apenas no setor de odontologia, três dentistas e quatro auxiliares ficaram quase 80 dias de 2014 (somando as horas paradas) sem poder realizar procedimentos. Sem o equipamento, funcionários do posto precisam levar os materiais cirúrgicos para serem esterilizados em outras unidades, o que gera as horas ociosas.
Entrega
Em visita para entregar a reforma do posto, no dia 18 de dezembro, o secretário de saúde, Cármino Antonio de Souza, anunciou o ponto final no enredo da novela. “Amanhã será ligada”, disse, na época, o secretário. Mas continuava parada até anteontem.
Conforme anunciou o secretário de saúde, a ligação da máquina foi feita. Mas ela apresentou vazamento de água. O aparelho, que havia chegado do conserto no mês de janeiro e aguardava a instalação, continuou “inservível”, como Cármino de Souza classificou metade das autoclaves da rede municipal de saúde.
No dia 29, segunda-feira, o aparelho ainda não estava funcionando. Como a coordenadora do posto, Nicole de Medeiros, entrou em férias, uma enfermeira atendeu a reportagem e pediu para que ouvisse outra funcionária, no período da manhã, no dia seguinte.
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Conserto

Na terça-feira, a surpresa: dois carros da empresa que forneceu os aparelhos para a prefeitura estavam estacionados na frente da unidade de saúde. Lá dentro, dois funcionários trabalhavam no conserto da máquina.
A enfermeira indicada para falar em nome do posto explicou que não podia dar entrevista, mas afirmou que os técnicos prometeram colocar a máquina em funcionamento naquela tarde.
A reportagem retornou à tarde e lá estava o aviso. “Não ligar enquanto não chegar o cesto”. Ninguém quis arriscar uma previsão para a chegada do cesto, um recipiente onde os equipamentos a serem esterilizados são colocados. E, quando ele chegar, a expectativa de funcionamento da máquina não é das melhores.
O próprio secretário de Saúde já havia avisado, no dia da festa de inauguração da reforma da unidade de saúde. “Conserta, mas logo quebra de novo”.
Anteontem à noite, a máquina continuava “fora de combate”. Funcionários do posto já perderam as esperanças de ver a autoclave funcionando normalmente.

Após reparo, novo problema é descoberto

Enquanto os funcionários do posto de saúde de Sousas vivem a expectativa de que a autoclave volte a funcionar, mesmo que precariamente, em Joaquim Egídio, distrito vizinho, a expectativa não é animadora.

O aparelho da unidade de saúde está quebrado desde o mês de julho do ano retrasado. Mas nesse caso, a novela está mais para um dramalhão mexicano.
Técnicos foram ainda em 2013 consertar o aparelho. “Detectaram” que o defeito estava na porta.
Ela foi retirada e levada para os reparos. Seria colocada de volta em breve, mas só retornou há pouco mais de três meses. Aí, a surpresa: o defeito era outro.
Desde então, funcionários não sabem se alguém vai aparecer para providenciar o conserto.
De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, a máquina de Joaquim Egídio aguarda a reposição de uma peça que quebrou, que deve ser feita pela empresa que forneceu o equipamento.
Não há informação de quando isso será providenciado. Sobre Sousas, a Secretaria de Saúde limitou-se a informar que a autoclave deveria estar funcionando no final da tarde de terça-feira, o que não aconteceu, conforme constatou a reportagem.
Fila
A coordenadora do posto de saúde de Joaquim Egídio, Viviane Maria Martino, disse que conta com um veículo para atender a população da zona rural do distrito, que é grande. Esse veículo é usado para fazer o transporte do material que precisa ser esterilizado até a Vila 31 de Março.
“Mas às vezes é preciso aguardar na fila até que o material de outros postos seja esterilizado”, conta. A coordenadora diz que é comum os funcionários ficarem de braços cruzados por causa da falta do material levado para esterilização. 
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