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Sanasa omite gastos com tratamento

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2011-07-23-sanasaG

A Sanasa (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento) não divulgou as despesas que teve com tratamento de água em 2014. A empresa aponta o aumento no gasto com tratamento durante a estiagem como uma das justificativas para aumentar a tarifa de água em 11,98%, índice bem acima da inflação do ano passado – a expectativa é fechar o ano em 6,54%.

O reajuste, anunciado segunda-feira, vigora a partir de fevereiro. A empresa de economia mista explica que os dados do balanço administrativo só serão divulgados em março, após análise do Conselho Deliberativo. As informações não constam no site da empresa e nem foram fornecidas à reportagem.
Os dados, de acordo com o professor de administração pública da Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) Valdemir Pires, deveriam ter sido divulgados em conjunto com o reajuste aprovado pela Ares-PCJ (Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí). “É incoerente aumentar e depois explicar.”
Outro apontamento dele é que os dados devem ser de fácil acesso. “Essa história de que tem que passar pelo conselho não tem justificativa já que os conselheiros não tem poder de alterar os valores.”
A reportagem questionou a Sanasa, por dois dias, sobre os custos com tratamento da água durante a crise.
A informação recebida foi de que parte das informações referentes a despesas e receitas poderia ser obtida no site da Sanasa, por meio do link do portal da transparência.
Já outras questões, como aumento do custo de tratamento, de acordo com a empresa, só serão divulgadas em março, quando o balanço anual é fechado, e depois de passar por votação de aprovação do Conselho Deliberativo.
DESPESAS
No site, a reportagem encontrou todo o demonstrativo mensal de despesas e receitas, sendo que nas despesas são apresentados os nomes dos fornecedores e valores, mas não estão especificados os tipos de produtos adquiridos.
Todos os anos as companhias passam pelo processo de avaliação sobre necessidade de reajuste das tarifas, para que sejam contemplados no preço que é cobrado dos consumidores os custos e os índices de inflação.
Ao analisar o reajuste de cada empresa, a Ares-PCJ leva em conta as despesas que a distribuidora teve. A Sanasa também argumenta que a alta foi necessária para incentivar economia aos moradores.
POLUIÇÃO
A baixa vazão do Rio Atibaia reduziu a oxigenação nas águas e aumentou o nível de poluição, fazendo a Sanasa só conseguir captar e tratar 60% da demanda por água na cidade em outubro, no ápice da crise hídrica.
Em 16 de outubro a empresa anunciou ter inserido no Sistema Norte, responsável pela captação de 75% da água distribuída, mais uma bomba para tratamento de cloro nas ETAs (Estações de Tratamento de Água) três e quatro.
Com informações do Jornal Todo Dia
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