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Placa provoca confusão em praça para skatistas

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Placa em frente à praça com área para skatistas: prefeitura diz que mensagem segue padrões - Foto: Paulo Planta
Placa em frente à praça com área para skatistas: prefeitura diz que mensagem segue padrões – Foto: Paulo Planta

A cena é surreal. A placa com estilo modernoso, imitando algo entre um grafite e uma pichação, alerta que por ali transitam pedestres e que estão proibidos skates, patins e bicicletas. Tudo muito normal se fosse uma praça tradicional, mas a antiga Praça das Águas, hoje batizada de Carlos Zara, no bairro Ponte Preta, em Campinas, foi reformada e transformada em um espaço para skatistas. Fotos com os símbolos indicando a proibição com jovens se divertindo em suas pranchas com rodinhas ganharam as redes sociais.

“Parabéns, Campinas, a cidade dos absurdos”, comentou um dos internautas em uma publicação no Facebook. Os frequentadores do espaço de lazer até tentam entender, mas desistem.
A primeira a arriscar uma explicação é Angela Rosa, dona da barraquinha onde são comercializados alimentos. Animada com a reforma, com o maior fluxo de pessoas na praça e com o aumento nas vendas, ela se apressa em dizer que está tudo certo. A vendedora aponta para a placa instalada de um dos lados de um trecho de grama, perto de onde os skatistas fazem suas manobras radicais.
“Olha. É proibido para pedestres ali daquele outro lado”, disse. Angela fez uma pausa e corrigiu: “Talvez pudessem entender, se colocassem um seta apontando para aquele outro lado”.
Mas do outro lado, onde ela imagina que poderia seria a área destinada aos pedestres e onde fica o playground, alguns jovens andam de patins e bicicleta. Skatistas também usam o local, principalmente porque é onde existe uma torneira.
O estudante Pedro Guilherme de Castro viu a reportagem conversando com as pessoas e se aproximou. Sempre frequentou a praça, que os skatistas transformaram em pista com as próprias mãos, antes da reforma, e a elegeram como o melhor “pico” de skate da cidade. “A placa anunciando a proibição está fincada na grama. Então, o pedestre tem que andar pela grama”. Alertado sobre a presença de outra placa informando que é proibido pisar na grama, ele tirou outa conclusão: “Acho que foi um grande vacilo mesmo”.
Pedro Guilherme riu da situação, mas disse que está feliz com a praça “crowdeada” (cheia de gente) e canta o trecho de um rap que ele mesmo compôs e que acha apropriado para a situação: “Não absorve os reais sentidos, ainda a ser compreendido, entretido, cabisbaixo, perdido e iludido”. Para ele, a confusão das placas não é relevante. “Não tinha nem reparado e, também, aqui tem só a galera do skate mesmo”. Sobre a pista, ele arriscou uma nota 8 e diz que faltam uns canos para algumas manobras e uma rampa, mesmo que pequena.

O estudante João Pedro Garofo ironizou a confusão das placas. “Depois, falam que o skatista que é meio maluco”.
Jornal Tododia
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