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Polêmico “A Entrevista” já pode ser alugado pela internet nos EUA

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Cartaz do filme "A Entrevista", pivô da polêmica entre EUA e Coreia do Norte por causa de um ciberataque contra a produtora da obra, a Sony Pictures Entertainment. EFE/Justin Lane
Cartaz do filme “A Entrevista”, pivô da polêmica entre EUA e Coreia do Norte por causa de um ciberataque contra a produtora da obra, a Sony Pictures Entertainment. EFE/Justin Lane

Várias plataformas de internet se anteciparam à estreia nas salas de cinema do polêmico filme “A Entrevista” e disponibilizaram para aluguel a partir desta quarta-feira a comédia produzida pela companhia Sony Pictures.

O filme, cuja estreia foi inicialmente suspensa e depois anunciada em um circuito restrito, já pode ser baixada em sites como YouTube e Google Play com um preço de aluguel de US$ 5,99.

“A Entrevista” é uma comédia de Seth Rogen e James Franco que relata um complô fictício dos Estados Unidos para assassinar o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, que o regime de Pyongyang rotulou de “ato de guerra”.

O chefe jurídico do Google, David Drummond, anunciou em seu blog que a Sony Pictures lhes havia contatado desde a semana passada para analisar a possibilidade dessa distribuição online.

“Sony e Google estiveram de acordo em que não podiam ficar à margem e permitir que um punhado de pessoas determinem os limites da liberdade de expressão em outro país, por mais tolo que seja o conteúdo”, afirmou Drummond em seu blog.

Drummond reconheceu que as “implicações de segurança” eram um dos elementos que levaram em conta, embora “fosse tentadora a esperança que pudesse ocorrer algo para garantir o lançamento do filme”.

O filme também pode ser alugado no YouTube e na plataforma Xbox Vide para os consoles de jogos da Microsoft, assim como no site www.seetheinterview.com.

Por sua parte, a Microsoft disse em comunicado que o filme estará disponível inicialmente apenas para os Estados Unidos, um passo que tinha decidido adotar depois que a Sony “foi vítima de um sofisticado ataque cibernético” para impedir sua distribuição.

Mas também lembrou que, segundo se informou na terça-feira, duas centenas de cinemas anunciaram que estreariam o filme a partir de amanhã, o que a Microsoft qualificou como “uma boa notícia”.

“Um ataque cibernético contra os direitos de alguém é um ataque contra os direitos de todos – acrescentou a Microsoft em seu comunicado -, e necessitamos unir-nos para defender-nos disso”.

No ataque cibernético, cometido no dia 24 de novembro, os hackers roubaram, entre outros dados, números de identificação fiscal e relatórios médicos de mais de três mil funcionários da Sony.

Além disso, os piratas, que se identificaram como “Guardiães da Paz”, se apropriaram de cinco novos filmes da empresa, uma das gigantes da indústria cinematográfica de Hollywood, que vazaram na internet antes de seu lançamento oficial.

O ataque, aparentemente, aconteceu como protesto contra o filme “A Entrevista”, e os Estados Unidos acusaram a Coreia do Norte pelo atentado cibernético.

De fato, o governo dos EUA iniciou um processo para avaliar se Coreia do Norte deveria de ser incluída de novo em sua “lista negra” de países patrocinadores de terrorismo, após o ataque à Sony Pictures.

Agência EFE

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