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Campinas: escola estadual risca futebol e ensina tiro com arco e badminton

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Joice Simões conheceu o projeto dos arcos de PVC em 2013 e começou as aulas no segundo semestre de 2014
Joice Simões conheceu o projeto dos arcos de PVC em 2013 e começou as aulas no segundo semestre de 2014

No Brasil, todo mundo sabe jogar futebol. E é justamente por isso que uma escola em Campinas, no interior de São Paulo, resolveu buscar esportes alternativos para sua grade curricular. Na Escola Estadual Gustavo Marcondes, o futebol não é mais ensinado nas aulas de educação física. Em seu lugar entram modalidades como tiro com arco, badminton, vôlei de praia, atletismo…

“Nossa proposta é usar o esporte para a melhoria da aprendizagem. Com aulas de futebol, todo mundo já sabe jogar. O aluno não vem para aprender. Vira aula de recreação, não existe aprendizado. Por isso, usamos esportes alternativos, que além do aspecto físico, trazem um aspecto de aprendizado”, explica Helen Bitencourt Peruche, diretora da escola.

Joice Simões conheceu o projeto dos arcos de PVC em 2013 e começou as aulas no segundo semestre de 2014
Joice Simões conheceu o projeto dos arcos de PVC em 2013 e começou as aulas no segundo semestre de 2014

Nesse contexto, a Gustavo Marcondes já construiu, com verbas próprias, instalações para vôlei de praia, atletismo e badminton. A mais nova adição foi o tiro com arco. Desde o início do ano, a escola oferece aulas extra-curriculares da modalidade, usando uma tecnologia simples, mas revolucionária, em que canos de PVC e cordas de varal viram um arco apropriado para iniciar crianças no esporte.

“Sou professora há 18 anos. Quando comecei a trabalhar com tiro com arco, percebi que a prática era limitada pelo alto custo do equipamento. Coincidentemente, em 2013, em uma conferência de técnicos em Saquarema, dois colombianos, Diego Torres e Ivan Gomez, mostraram um projeto mais barato, com o arco feito com PVC. Então, resolvemos tentar”, conta Joice Simões, assistente técnica da seleção brasileira e responsável pelas aulas.

Esse arco para iniciantes é feito com um cano de 22 milímetros e fios de nylon de 3 milímetros, como os usados em varais. Os protetores de braço são criados a partir de garrafas de amaciante. O único item que é específico do esporte são as flechas, feitas de alumínio. “Até tentamos usar flechas de madeira e bambu, mas elas não tinham estabilidade suficiente e poderiam prejudicar o aprendizado”, completa Joice.

Atualmente, 64 crianças de 12 a 15 anos participam do programa, com mais de 150 na lista de espera. O sucesso desse projeto piloto foi tão grande que a Federação Paulista já está ajudando Joice, Helen e sua turma: seis arcos-escola, uma versão mais próxima do equipamento profissional, feita com materiais mais resistentes, que custam cerca de R$ 800, foram doados e já estão sendo usados pelos alunos em estágio mais avançados no aprendizado.

Mais do que os frutos esportivos, porém, o que faz com que a aposta em esportes alternativos seja considerada bem-sucedida é a melhora dos alunos. No tiro com arco, por exemplo, a escola conseguiu inserir lições de história (com a evolução do uso do arco por índios, por exemplo), matemática (com ângulos e trajetória da flecha) e física (resistência do ar e influência do vento na mira), entre outras. “Além disso, é um esporte que trabalha capacidade de concentração, postura, disciplina e inteligência intrapessoal. Se usássemos o futebol, seria uma mera recreação”, completa a diretora.

Do UOL Esporte

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