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Prédio abandonado incomoda e impõe riscos a moradores da Cidade Universitária

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Muro trincado, mato alto, falta de iluminação e portão caído, sinalizam o abandono do prédio que já foi a sede da Clínica de Nefrologia e Diálise (CND) de Barão Geraldo

Imóvel onde funionou a CND está abandonado
Imóvel onde funionou a CND está abandonado

A CND de Barão Geraldo, que foi interditada pela Vigilância Sanitária, decidiu fechar as portas em meados de abril de 2013. Quarenta e dois funcionários foram afetados.

Portão dá acesso a meliantes e desalojados, podendo funcionar como esconderijo e depósito de lixo
Portão dá acesso a meliantes e desalojados, podendo funcionar como esconderijo e depósito de lixo

Desde então, o que se vê é o retrato do abandono e descaso do proprietário do imóvel. O mato toma conta da calçada, acúmulo de lixo, falta iluminação e o muro ameaça ruir. Um dos portões está caído e outro, entreaberto, o que facilita a entrada e esconderijo de meliantes e desabrigados.

O imóvel fica defronte à entrada principal do Centro Médico Campinas, local de grande movimento de veículos, que trafegam em alta velocidade, comprometendo a segurança de pedestres que transitam por aquela área da Cidade Universitária.

Mato alto e lixo acumulada na calçada
Mato alto e lixo acumulado – calçada obstruída

Moradores já fizeram várias reclamações no 156 da PMC e nenhuma providência foi tomada até momento. O imóvel está a venda e pode ser invadido a qualquer momento devido à fragilidade das instalações.

Outra demanda dos moradores é a redução de velocidade dos veículos naquela área, pois há o risco iminente de atropelamentos. A Emdec refez a sinalização de solo, mas é preciso instalar redutores de velocidade ao longo das ruas Dr. Plínio do Amaral e Edilberto Luiz Pereira da Silva, pois os carros voam por ali.

Rua Dr. Plínio do Amaral – Entrada principal do Centro Médico Campinas
Rua Dr. Plínio do Amaral – Entrada principal do Centro Médico Campinas

[box type=”shadow” ]Fiscalização

A Clínica de Nefrologia e Diálise S/C Ltda. era um serviço de diálise privado que atendia ao SUS do Município e região, por meio de contrato e/ou convênio firmado com a Secretaria Estadual de Saúde. Esta clínica era avaliada e monitorada pela Vigilância em Saúde municipal há anos, período durante o qual sofreu diversos processos de correção e adequação, inclusive interdições. Nas últimas inspeções sanitárias, realizadas em fevereiro e março de 2013, foram constatadas irregularidades relativas a controle de medicamentos, registros de procedimentos médicos e de enfermagem, identificação da situação sorológica dos pacientes – que indica os resultados de exames -, rotatividade de profissionais e fluxo de materiais. Tais inadequações podem colocar em risco a saúde, a segurança e a qualidade da atenção ao paciente submetido à hemodiálise. Também foram verificados problemas relativos à limpeza, manutenção e conservação predial e de equipamentos. Além disso, durante as inspeções, as autoridades sanitárias foram abordadas, em vários momentos, por pacientes que relatavam a suspensão do tratamento ou diminuição do tempo da sessão devido à quebra de máquinas e à insuficiência de atendimento médico – quando há atendimento apenas do pessoal de enfermagem. A interdição e as providências em relação aos pacientes foram comunicadas à Associação dos Pacientes Renais Crônicos de Campinas. [/box]

A Clínica de Nefrologia e Diálise S/C Ltda. era um serviço de diálise privado que atendia ao SUS do Município e região
A Clínica de Nefrologia e Diálise S/C Ltda. era um serviço de diálise privado que atendia ao SUS do Município e região

[box type=”shadow” ]Interdição

A CDN foi interditada em 19 de março de 2013 devido a más condições do prédio onde funciona. A clínica fica na Rua Edilberto Luiz Pereira da Silva, 1.060, na Cidade Universitária, no distrito de Barão. Depois de conseguir uma liminar na Justiça para continuar funcionando, a CDN recebeu técnicos da Secretaria da Saúde e da Vigilância Sanitária para uma vistoria, que constatou novamente as más condições do estabelecimento. Em 1º de abril, os fiscais lacraram as portas. [/box]

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