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MPE vai questionar Sanasa sobre supostos supersalários

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O MPE (Ministério Público Estadual) de Campinas recebeu ontem denúncia sobre a suposta existência de supersalários na Sanasa (Sociedade de Abastecimento e Saneamento). Dados atualizados apresentados no Portal da Transparência apontam que 207 dos 2.284 receberam salários acima de R$ 10 mil. Um membro da diretoria em outubro chegou a receber R$ 55,1 mil. A Promotoria já adiantou que serão solicitados documentações referentes aos pagamentos. Com um gasto de 52% da receita em pagamento de funcionários, a empresa já começou a se movimentar para aumentar a tarifa de água no próximo ano, em meio à maior crise hídrica do Estado.

Na página da Sanasa, apenas as informações de gastos referentes a outubro estão publicadas. O diretor de Comunicação da Sanasa, Marcos Lodi, informa que o publicado segue à risca a legislação de transparência. “Por conta desta polêmica também vamos mudar a forma como os salários são divulgados, colocando o valor real e em outras colunas os benefícios e bônus”.
A empresa informou que os vencimentos consultados incluem bonificações e afirmou que funcionários com salários altos são de carreira.
“Na audiência na Câmara, na segunda-feira, eles falaram em deficit nas contas, mas aí se olha os salários e vemos pagamentos altos, principalmente para a diretoria”, apontou o vereador Paulo Bufalo (PSol), responsável pela denúncia.
O vereador Pedro Tourinho (PT) também fez um levantamento e chegou a comentar que a diretoria recebia um salário de dar “inveja ao prefeito”, já que o salário de Jonas Donizette (PSB) é de R$ R$ 18,3 mil. A Sanasa, por ser uma empresa de economia mista, não segue a Lei Orgânica do Município, segundo a qual os salários não podem estar acima do prefeito.
O levantamento de Tourinho, de fevereiro, apontou que 76 funcionários recebiam acima do salário de Jonas. Levantamento feito aponta 56 profissionais recebendo mais que o prefeito na folha de outubro.
Além do diretor que recebeu R$ 55,1 mil, outros três diretores e um consultor receberam acima de R$ 30 mil.
As bonificações citadas pela empresa, segundo a Sanasa, se referem a 13º, férias e tempo de serviço. Sobre a acusação, o posicionamento é que os autores das denúncias desconhecem o funcionamento operacional do administrativo da empresa e, por isso, elas são infundadas.
Questionados sobre os salários bases dos profissionais, o diretor apontou que se fizesse a divulgação estaria indo contra a lei. E exemplificou que dois diretores são profissionais de carreira e estão há mais de 20 anos na casa.
CRISE FINANCEIRA
Com faturamento de R$ 434,37 milhões entre janeiro e setembro, a autarquia informou aos vereadores de Campinas que passa por um momento de crise, por conta do aumento do gasto no tratamento de água principalmente no período de crise, que ocorreu em outubro, quando os gastos do tratamento de água triplicaram na cidade.
Jornal Tododia
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